Saúde

Sono de má qualidade afeta quase metade dos portugueses

Notícias de Coimbra | 2 dias atrás em 28-02-2026

A qualidade e duração do sono em Portugal estão em declínio, com a maioria da população a dormir no limite mínimo do recomendado e cerca de 40% a admitir sofrer de interrupções noturnas. Os dados são da segunda edição do Estudo Nacional de Saúde, conduzido pela Marktest para a Medicare, que mostra que as mulheres são as mais afetadas, num cenário onde se verificam elevados níveis de stress junto deste grupo.

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Para além da qualidade, a duração do sono é igualmente preocupante. O estudo revela que a maioria dos portugueses dorme no limite inferior das recomendações internacionais para adultos: 61,3% dormem entre 5 a 7 horas por noite, e 7,9% admitem dormir menos de 5 horas. Somados, estes valores mostram que quase 70% da população não ultrapassa as 7 horas de sono diárias, um valor abaixo do ideal para a recuperação física e mental.

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A juntar à pouca duração, a qualidade do descanso é também um problema. O estudo aponta que 43% dos portugueses têm interrupções de sono frequentes. Esta perturbação é ainda mais acentuada no sexo feminino, com 49% das mulheres a admitir sofrer deste problema. A dificuldade em adormecer é outra queixa relevante, afetando 35,4% das mulheres, em comparação com 24,1% dos homens.

Os desafios no descanso poderão estar diretamente ligados à saúde emocional. O stress e a ansiedade foram identificados como a principal preocupação de saúde para 23,6% dos portugueses. Mais de metade das mulheres (55%) admite ter sentido níveis elevados de stress nos últimos seis meses, em contraste com 45% dos homens. Esta pressão reflete-se na falta de energia, apontada como a segunda maior preocupação de saúde a nível nacional.

“Estes dados provam que continuamos a tratar o sono como um luxo, quando na verdade é um pilar fundamental da saúde. Um sono de má qualidade rouba-nos a energia diurna e isso abre a porta a problemas de saúde física e mental.”, afirma José Almeida Nunes, médico internista. “As noites interrompidas são o reflexo de dias sobrecarregados e mentes que não conseguem ‘desligar’. Não é apenas cansaço, é a prova de que o nosso bem-estar está a ser desgastado numa base essencial.”

Como resposta a este desgaste, a procura por estratégias de apoio ao bem-estar é notória. A suplementação regular é um hábito para 22,1% dos portugueses, mas a adesão é particularmente elevada nas mulheres (25,8%) face a 18.1% nos homens. o que pode refletir uma maior necessidade de reforçar a energia e gerir o impacto do stress no dia a dia.

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