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Economia

Sonae atinge lucros de 158 ME até setembro e supera valores de 2019 e 2020

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A Sonae atingiu lucros de 158 milhões de euros até setembro, “superando os valores de 2019 e 2020, ainda que impactado por restrições relacionadas com a covid-19”, anunciou hoje a dona do Continente e da Worten.

Em igual período de 2020, a Sonae tinha registado prejuízos de quatro milhões de euros, sendo que a “Maxmat na Sonae MC e Bizdirect na Sonae IM foram classificadas como detidas para venda e todos os períodos de 2020 e 2021 foram reexpressos para as incluir como operações descontinuadas”, refere o grupo.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adianta que o volume de negócios consolidado no período em análise foi “superior a 5.000 milhões de euros”, com “um valor recorde de 5.014 milhões de euros”, o que representa um aumento de 4,7% em termos homólogos, “sustentado principalmente pelos contributos positivos da Sonae MC e da Worten, que continuaram a reforçar as suas posições de liderança”.

Entre janeiro e setembro, “os mercados onde os negócios da Sonae operam continuaram a ser afetados pelo contexto pandémico” e em Portugal “viveu-se um período de confinamento (desde meados de janeiro até meados de abril), seguido do gradual abrandamento das restrições a partir de maio, mas com restrições em vigor, como o limite da capacidade das lojas, que continuaram a condicionar a atividade dos negócios de retalho”, refere a empresa liderada por Cláudia Azevedo.

A Sonae adianta que os negócios não consolidados “também atingiram elevados níveis de crescimento, em particular a ISRG, com valores já significativamente acima dos registados em 2019”.

As vendas consolidadas ‘online’ subiram 29% face a igual período de 2020, “um ano que já tinha sido um extraordinário para este canal, sendo uma evidência clara do sucesso na execução do trajeto digital da Sonae”, refere o grupo.

No que respeita à rentabilidade, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu 531 milhões de euros, mais 23,1% que um ano antes (239 milhões no terceiro trimestre, uma subida de 34%), “beneficiando adicionalmente das mais-valias significativas no período provenientes da gestão do portefólio e da melhoria do desempenho das empresas consolidadas pelo método de equivalência patrimonial”.

A Sonae refere que este desempenho “também beneficiou o resultado direto, que atingiu 169 milhões de euros” no final de setembro, tendo no terceiro trimestre aumentado mais de 56 milhões de euros para 115 milhões.

O resultado indireto atingiu 24 milhões de euros entre janeiro e setembro.

O EBITDA subjacente subiu 5,6% para 415 milhões de euros (169 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 1,8%), “com destaque para os contributos positivos” da Sonae MC, da Worten e da Sonae Fashion.

“Face ao crescimento das vendas e da rentabilidade operacional, bem como à gestão ativa do portefólio, o resultado líquido da Sonae (atribuível a acionistas) superou mais uma vez os valores de 2020 e 2019, atingindo 158 milhões de euros” até setembro e 96 milhões de euros no terceiro trimestre, adianta a empresa.

No período em análise, o investimento foi de 355 milhões de euros, “com o ‘capex’ operacional a aumentar 10,1% para 182 milhões de euros, traduzindo o contínuo investimento dos negócios nas suas propostas de valor”, refere a Sonae.

“O investimento em fusões e aquisições ascendeu a 174 milhões de euros” até setembro, “principalmente relacionado com o reforço da participação na Sonae Sierra para 80%, após a compra de 10%, com a compra da empresa britânica de alimentação saudável de base vegetal Gosh! e com investimentos tecnológicos da Sonae IM”, acrescenta.

Nos últimos 12 meses, a Sonae investiu 200 milhões de euros e encaixou 649 milhões de euros com a venda de ativos, “principalmente com a alienação de uma participação minoritária de 24,99% na Sonae MC aos fundos da CVC Strategic Opportunities, por um montante inicial de 528 milhões de euros”.

No terceiro trimestre, a Sonae MC “concluiu a venda da sua participação na Maxmat e a Sonae IM manteve a sua atividade de gestão de portefólio, tendo concluído a venda da sua participação na Bizdirect, a aquisição de uma participação minoritária na Citcon (uma empresa com sede nos Estados Unidos e líder na integração de meios de pagamento via carteira digital), e a venda da sua participação na CB4”.

Estas operações “somam-se às realizadas no primeiro semestre do ano, onde se incluem a nova estratégia da Worten para Espanha, a parceria da Sonae FS e Banco CTT para os próximos cinco anos, e a venda pela Sonae IM da participação na Arctic Wolf”, acrescenta.

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