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Somos Coimbra propõe criar Central Municipal de Operações de Socorro

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O movimento independente Somos Coimbra propôs hoje a criação de uma Central Municipal de Operações de Socorro, “numa lógica de articulação operacional com ganhos de eficácia e eficiência nas operações de socorro e racionalização de meios e recursos” porque no “município de Coimbra coexistem 3 corpos de bombeiros. O presidente da Câmara diz ao vereador para ir ler a lei orgânica da Proteção Civil.

José Manuel Silva afirmou que os vereadores da maioria do PS-PCP “estão muito mal informados sobre as dificuldades dos bombeiros voluntários” porque recusaram em maio, a proposta do SC de reforço do apoio às duas corporações de bombeiros voluntários do concelho de Coimbra.

No que diz ser o 0″ momento da elaboração da proposta de orçamento para 2021″, o Somos Coimbra adiantou “propostas e sugestões concretas e formais de forte reforço no apoio às três corporações de bombeiros”que visitaram recentemente.

“Nas reuniões efectuadas, confirmámos que os bombeiros voluntários sofreram uma enorme quebra de receitas com a pandemia. Por exemplo, em Março-Abril-Maio os bombeiros de Brasfemes tiveram uma quebra na receita na ordem de 60%, com aumento da despesa em material de proteção. Para comparação e para que fique registado, os Bombeiros de Penacova gastaram zero, porque tiveram apoios da respectiva Câmara” local.

O médico e vereador afirmou que os Bombeiros de Brasfemes “pediram reforço de verbas e a câmara respondeu que não tinham verbas cabimentadas e nem sequer apoiou com material de proteção individual. Os Bombeiros estão a descapitalizar. Ou recebem ajuda adicional, ou têm que ir à Banca, o que é uma aberração. O que recebem pelo INEM para situação de emergência com doentes COVID (18 euros) não paga sequer o equipamento, o que é outra aberração.”

José Manuel Silva disse que os bombeiros “tiveram imenso trabalho a transportar os doentes COVID nas diversas operações em que estiveram envolvidos, por exemplo do Lar de Torre de Vilela para o Hotel D. Luís (e o regresso), assim como para ajudar na desinfecção do Lar. A Segurança Social e a ARS não apoiaram financeiramente e a Câmara/Proteção Civil, que solicitou este serviço, não financiou com nada, sendo 0 custo para os bombeiros de Brasfemes de cerca de 2000 euros” – acrescentou.

“Também os voluntários de Coimbra necessitam urgentemente de um plano de renovação do Parque de Viaturas e dos Equipamentos de Proteção Individual, disse José Manuel Silva, que saudou a câmara por cumprir “os mínimos no apoio às obras nas instalações”.

Quanto às viaturas para combate a incêndios, o Somos Coimbra veio dizer que os Bombeiros Voluntários  “necessitam de 100.000 euros para comprar dois carros velhos para substituir os outros muito mais velhos”, não têm verba para “substituir os velhos cacifos por cacifos novos e próprios dos bombeiros necessitavam de 20000 euros e de uma cobertura para a parada, a fim de proteger as viaturas, que tem um custo estimado de 20000 euros”

Quanto aos Bombeiros Sapadores, tivemos conhecimento de um abaixo assinado, dirigido e entregue ao senhor Presidente, em março de 2019, dando conta de algumas situações que, no geral, ainda se mantêm. De referir que este documento foi subscrito por 92 dos 95 bombeiros existentes na altura.Os chefes de 2ª classe, os mais graduados na estrutura, estão há um ano a aguardar a continuação de uma reunião com o vereador Jorge Alves.

“Ao contrário da lei, não existe na CMC uma política de promoção e apoio à realização de simulacros e exercícios operacionais” disse o autarca do Somos Coimbra que afirmou que “todos os simulacros que vão sendo realizados são de iniciativa particular ou obrigatórios ao abrigo da lei de segurança contra incêndios (empresas, estabelecimentos comerciais e industriais, estabelecimentos escolares e outros) sendo que a participação dos bombeiros sapadores e do SMPC nestes simulacros ou exercícios terá de ser expressamente autorizada pelo Presidente e paga uma taxa municipal por parte do promotor. Conclusão, têm sido os bombeiros voluntários a dar resposta a estes simulacros e exercícios.”

Em resposta às acusações e perguntas do grupo independente, o presidente da Câmara e o vereador com o pelouro da Proteção Civil remeteram peremptoriamente as respostas para a “leitura da Lei de Bases da Proteção Civil”, onde constam as hierarquias e orgânica dos vários serviços.

Relativamente à reunião com os Bombeiros Sapadores, Jorge Alves disse que tem periodicamente reuniões com os serviços e acrescentou que as “questões sindicais discutem-se em contexto diferente do contexto operacional”, afirmando ter já ouvido os sindicatos.

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