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Coimbra

Somos Coimbra: Coordenador ignorou advertência de Salazar

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O coordenador do movimento “Somos Coimbra”, confrontado com uma cisão não menosprezável, tarda em perceber que o percalço sofrido deve-se a ignorar uma advertência da autoria do antigo primeiro-ministro António Salazar – “em política, o que parece é”.

A plataforma independente, que perdeu metade (11) dos membros da sua Comissão Política, chegou ao panorama em que se encontra na exacta medida em que José Manuel Silva não enxergou aquilo que, politicamente, dá ares de existir.

Depois de, no começo de 2020, José Manuel Silva haver dado respaldo a uma “base de entendimento”, abrangendo o PSD e outros partidos, consta que, no passado recente, o coordenador de ‘SC’ se reuniu com um dirigente partidário social-democrata, em casa de um vulto (ironia minha) da comunicação política.

A afirmação divulgada, hoje, em comunicado – de que “não estava na mesa [da Comissão Política de ‘SC’], nem nunca esteve, qualquer integração de membros do movimento em listas de qualquer partido – carece de interpretação à luz da conjuntura em que o coordenador tem assumido protagonismo.

Silva sabe que nunca os 11 dissidentes aceitaram uma plataforma de entendimento circunscrita ao PSD. Ainda assim, o ex-bastonário da Ordem dos Médicos terá aceitado a logística proporcionada por outro José Manuel para se reunir com um dirigente nacional do Partido Social-Democrata”.

Ao optar pelo uso do voto de qualidade para fazer vingar uma “posição oposta” à das 11 pessoas (entre elas quatro co-fundadores do movimento) que se batiam por “Somos Coimbra” disputar autonomamente as eleições autárquicas de 2021, o coordenador não mediu as consequências do seu acto e ignorou a advertência de Oliveira Salazar.

Silva não pode desconhecer o simbolismo do acto e alhear-se, por maioria de razão neste contexto, do significado de deliberar estar de mãos livres para eventual inclusão numa lista apoiada por partidos políticos.

Quando 11 dissidentes se declaram “fiéis aos ideais que estiveram na génese” do movimento e alegam ter sido posta “em causa a [sua] essência”, pode José Manuel Silva assobiar para o lado, ao estilo de Carlos Encarnação, e replicar que “Somos Coimbra” está “coeso, firme e mobilizado”?

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