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Coimbra

Somos Coimbra acusa Câmara Municipal de não ter preparado alargamento da rede de transportes

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O movimento Somos Coimbra acusou hoje o executivo municipal de Coimbra de não ter preparado os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) para o alargamento da rede de transportes à zona norte do concelho.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara rejeitou as críticas e disse que a melhor forma de o provar “é entrar no autocarro, fazer o circuito e perguntar a opinião às pessoas”.

Na reunião camarária de hoje, no período antes da ordem do dia, a vereadora do movimento Somos Coimbra Ana Bastos considerou que o município liderado pelo socialista Manuel Machado deu “um passo maior do que a perna”, quando em abril estendeu a rede dos transportes municipais.

A partir deste mês, os SMTUC passaram a servir mais 20 mil pessoas do concelho, com a criação de cinco novas linhas nas freguesias de Brasfemes, Souselas e Botão e o reforço nas freguesias de Eiras, São Paulo de Frades, Trouxemil e Torre de Vilela, de acordo com o anunciado, em março, pelo município de Coimbra.

“Aquilo que nos tem chegado das pessoas, é de grande satisfação e alegria”, sublinhou, por seu lado, Manuel Machado, salientando que, quando o município arrancou com aquela operação, “era necessário recolher alguns dados, pelo que durante três meses o serviço funciona em regime ajustável”, para aferir as necessidades das populações.

Segundo o presidente da Câmara, as carreiras estão a ser monitorizadas para se procurar saber “quais os movimentos pendulares predominantes, para que as pessoas tenham utilização plena dos transportes coletivos”.

“As coisas estão a decorrer bem, com uma grande adesão e satisfação, o que parece estar a incomodar algumas pessoas”, frisou o autarca.

Para a vereadora Ana Bastos, os SMTUC “não se prepararam devidamente para alargar o serviço, pelo que a operacionalização das novas linhas em Souselas, Botão e Brasfemes tem estado a ser conseguida, em parte, à custa da supressão de outras linhas”.

“Apesar dos horários reduzidos fruto do estado de emergência, dependendo dos dias, chegaram a ser anuladas mais de 20 chapas num só dia, deixando as pessoas a aguardar tempos infinitos nas paragens, inclusivamente em escolas, sem transportes, informação ou respeito pelos seus deveres e compromissos”, frisou.

A autarca do movimento Somos Coimbra entende que a resposta é simples: “os SMTUC não têm frota nem motoristas em número suficiente para operacionalizar o serviço com que se comprometeu”.

Segundo Ana Bastos, apesar das múltiplas aquisições para alargamento da frota, “verifica-se que a maioria dos autocarros usados adquiridos já avariaram, havendo mesmo alguns que até avariaram pelo caminho antes de dar entrada nas instalações dos SMTUC”.

“Não está fácil manter ao serviço motoristas a auferir o salário mínimo, quando o setor privado os alicia com ordenados e condições francamente mais favoráveis. Por isso, muitos dos 21 recém-chegados já terão abandonado os SMTUC, mantendo-se os serviços a funcionar à custa das folgas dos motoristas que por lá se vão mantendo”, disse.

Em março, o município de Coimbra anunciou que, para criar novas linhas, os SMTUC admitiram 21 novos motoristas em janeiro e aguardam novos autocarros 100% elétricos, num esforço de renovação da frota e redução do impacto negativo das emissões de gases com efeitos de estufa.

Segundo o executivo municipal, nos últimos sete anos o município de Coimbra reforçou a frota com 79 viaturas, entre as quais 49 autocarros (10 elétricos), 23 miniautocarros (11 elétricos e dois híbridos), duas carrinhas de transporte especial e cinco viaturas de apoio, num investimento superior a 12 milhões de euros.

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