O socorro de emergência em Portugal enfrenta problemas graves, com ambulâncias frequentemente retidas nas urgências à espera de macas. Só nos últimos dois dias, três pessoas morreram enquanto aguardavam atendimento do INEM, segundo dados recentes.
Em hospitais da Grande Lisboa, é comum ver viaturas estacionadas durante várias horas. A Liga dos Bombeiros Portugueses alerta que cada hora de espera representa um prejuízo mínimo de 20 euros para as corporações, valor que já levou, no passado, à ameaça de cobrar uma taxa aos hospitais pelo tempo de retensão das ambulâncias.
Um caso recente, partilhado na comissão de inquérito ao INEM, ilustra a situação: uma ambulância do Seixal esteve retida das 11:00 às 17:00, ou seja, seis horas à espera de uma maca. Para os administradores hospitalares, a criação de uma taxa não resolve o problema, que consideram ter várias causas, desde internamentos sociais a falhas na gestão dos recursos, sendo responsabilidade do Ministério da Saúde identificar soluções, escreve a SIC.
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A escassez de meios agrava ainda mais a situação. Na margem sul, nos concelhos de Almada e Seixal, apenas duas ambulâncias dão resposta a cerca de 340 mil pessoas. O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, admite que com mais de 500 pedidos simultâneos a nível nacional é inevitável que ocorram atrasos.
O Governo anunciou recentemente um reforço de meios para tentar colmatar estas falhas: serão adquiridas 275 novas viaturas, incluindo 163 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, num investimento de 16,8 milhões de euros. Apesar do anúncio, os meios ainda não foram entregues, e a situação nas urgências continua crítica.
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