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Sobrecarga nas Urgências do CHUC (com vídeo)

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Os serviços de Urgência do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) “estão sobrelotados” e a voltar aos números de entradas do período pré-pandémico, com uma percentagem de 30% de casos não urgentes. Desde o final do ano até agora registou-se um aumento da afluência na ordem dos 20%, disse ao Notícias de Coimbra João Porto, diretor do serviço de urgência do Hospital da Universidade de Coimbra e do Hospital Geral.

“Neste momento estamos a assistir ao que acontecia antes da Covid-19, sempre que havia um grande volume de infeções respiratórias”, afirmou João Porto, dando conta que “nos últimos três meses houve acréscimo de cerca de 20% no número de episódios de Urgência em ambos os polos”.

A unidade hospitalar tem verificado “um grande aumento” de casos de Gripe A, tendo atualmente “mais diagnósticos de Gripe A do que de Covid”. Segundo o médico, “este ano o pico de infeções respiratórias, que normalmente surge em dezembro, janeiro e fevereiro surgiu mais tarde”. 

“Estamos a observar o dobro dos doentes que devíamos e é evidente que a resposta nunca é satisfatória”, refere o diretor da Urgência, explicando que o polo HUC deveria receber 200-300 doentes por dia e está a tratar uma média de 460 e os Covões 50 e ronda os 80. Na segunda-feira, 7 de março,  ultrapassámos os 650 doentes nos dois polos e estamos com uma média muito alta de 540 doentes por dia, o que é muito”, salientou.

João Porto considera que a situação se deve “à falta de resposta a nível dos cuidados de saúde primários, que têm uma menor disponibilidade por estarem ocupados com outras tarefas, como o  trace covid e campanhas de vacinação, depois, acumularam-se uma série de situações e tudo isso se reflete na Urgência que é sempre a porta de entrada no Serviço Nacional de Saúde”. 

Além disso, com o aliviar das restrições e a quase normalização do quotidiano, as Urgências voltam a estar entupidas com situações que não são consideradas urgentes. “Neste momento, uma percentagem de 30% dos doentes que acorrem ao serviço são considerados não urgentes, com pulseiras verdes e azuis e ficam muitas horas à espera por situações pouco graves”, lembra o responsável. São pessoas que poderiam ser tratadas e avaliadas noutros locais que não o serviço de urgência hospitalar, principalmente num hospital central numa urgência polivalente como a nossa”, afirma, considerando que este é um problema de fundo e exige uma mudança de condições e de mentalidades. 

Veja a entrevista NDC com João Porto, diretor da Urgência do CHUC:

 

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