Política

Sobre o mau tempo, Luís Montenegro promete em Coimbra: “Ninguém está esquecido, nem fica para trás”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 11-02-2026

O Presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra do Ambiente e vários autarcas deslocaram-se esta tarde, 11 de fevereiro, à zona da Ponte-Açude, em Coimbra, após uma reunião na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para avaliar o aumento significativo do caudal do rio Mondego.

A passagem inferior da Ponte-Açude encontra-se cortada ao trânsito automóvel há vários dias devido ao elevado volume de água, embora continue a ser utilizada por peões. No local, as autoridades monitorizam uma situação considerada “no limiar” da capacidade de controlo.

Segundo o presidente da APA, estarão a passar cerca de 1.900 metros cúbicos de água por segundo, valor muito próximo do limite máximo que o sistema consegue suportar antes de encaminhar o caudal para jusante, em direção a Montemor-o-Velho e à Figueira da Foz.

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As barragens da Aguieira e das Fronhas estão a ser utilizadas para regular o fluxo, mas as autoridades alertam para as várias variáveis difíceis de controlar, como os afluentes, o degelo na Serra da Estrela e os efeitos dos incêndios recentes, que fragilizaram os solos e aumentam o escoamento.

O Governo sublinha que o país atravessa um período de “grande exigência”, marcado por precipitação intensa — com picos registados nos últimos dias — e nova chuva prevista para sexta-feira, após uma breve melhoria temporária.

“Estamos no limiar da capacidade possível para conter as águas do Mondego”, afirmou o primeiro-ministro, garantindo, contudo, que “tudo o que pode ser feito está a ser feito”, incluindo evacuações preventivas e a articulação com as autoridades espanholas na gestão das barragens.

Deixou ainda uma mensagem de tranquilidade e confiança nas equipas no terreno — autarcas, forças de segurança, proteção civil e entidades de saúde — destacando o trabalho de apoio às populações afetadas.

“Ninguém está esquecido, ninguém vai ficar para trás”, assegurou o primeiro-ministro.

As autoridades mantêm a população sob vigilância e apelam ao cumprimento das medidas de segurança, numa altura em que o nível do rio continua a oscilar e a evolução meteorológica permanece incerta.