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SNS vai comparticipar Ozempic para tratar adultos obesos com diabetes tipo 2 

Notícias de Coimbra com Lusa | 53 minutos atrás em 02-02-2026

Imagem: depositphotos.com

 O medicamento Ozempic (semaglutido) passa a ser comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade ou alto risco cardiovascular, uma decisão aplaudida pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

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O Ozempic, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2, recebeu autorização do Infarmed para comparticipação em doentes com obesidade ou elevado risco de doença cardiovascular, alargando o acesso a um tratamento considerado essencial para muitos doentes.

Segundo o Relatório de Avaliação de Financiamento Público do Infarmed, hoje divulgado, o Ozempic obteve autorização de comparticipação para o “tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, insuficientemente controlada, com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular”.

O medicamento será utilizado como “adjuvante à dieta e exercício, em adição a outros medicamentos para o tratamento da diabetes, para ser utilizado em 2ª e 3ª linhas terapêuticas”, adianta a Autoridade Nacional de Medicamento e Produtos de Saúde (Infamed).

A medida foi saudada pelo presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), José Manuel Boavida, por se tratar de “uma reivindicação antiga da associação”.

Segundo o presidente da APDP, existia até agora “uma discriminação entre as pessoas com diabetes que não era de maneira nenhuma aceitável”.

“Esta notícia vem alargar a comparticipação à maior parte das pessoas com diabetes, a todas aquelas que têm obesidade e a todas aquelas que apresentam um risco cardiovascular elevado, o que são praticamente todas as pessoas com diabetes”, disse o especialista à Lusa.

A APDP considera que a decisão cria, finalmente, “uma situação de não discriminação entre as pessoas com diabetes”, mas ainda falta “o passo seguinte” que é “a abordagem direta do problema da obesidade”.

“Percebemos que é complexo, mas terá que ser dado também. Vamos por passos”, disse José Manuel Boavida, concluindo que “é realmente com uma grande satisfação que a Associação toma conta desta decisão do Infarmed e do Ministério da Saúde”.