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Economia

Sindicatos defendem que solução para Groundforce “passará sempre” por “eliminar” acionista privado

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A Plataforma de Sindicatos de Terra do Grupo TAP defendeu hoje que a solução para o problema da Groundforce “passará sempre por eliminar” o acionista privado, Alfredo Casimiro, que “não tem qualquer condição” para continuar.

“Uma solução passará sempre por eliminar este acionista privado. Não nos compete a nós encontrar alternativa, mas temos essa perceção”, afirmou o presidente da plataforma de sindicatos, André Teives, na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Na ótica da plataforma de sindicatos de terra, Alfredo Casimiro “não tem qualquer condição” para continuar na Groundforce, que detém em 50,1% (os restantes 49,9% são detidos pelo grupo TAP).

Por sua vez, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), também ouvido pela mesma comissão parlamentar, defendeu que qualquer solução de futuro para a empresa de ‘handling’ (assistência em aeroportos) tem de manter a “ligação umbilical” que atualmente tem com a TAP, acionista e seu principal cliente.

“Nós não concebemos que a empresa possa ser 100% detida por um privado e perca essa ligação umbilical a TAP, que, aí sim, podia ser o princípio do fim”, referiu o presidente do SITAVA, Fernando Henriques.

Por parte do Sindicato dos Aeroportos de Manutenção e Aviação (STAMA), João Eusébio Varzielas acusou a gestão de Alfredo Casimiro de não ter sido “nada eficaz”.

“A empresa engordou e muito [com Alfredo Casimiro], não nas áreas em que deveria ter crescido, engordou em áreas operacionais, em valores que se cifram nos 11 milhões ao ano, [mas] a recuperação de que tanto se fala foi unicamente feita à custa da depreciação do acordo de empresa em 2012”, apontou o responsável do STAMA.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Groundforce, representada por Erasmo Vasconcelos, sublinhou, ainda, que o “Estado e o senhor Casimiro não podem ser apenas acionistas para retirada de dividendos”, e considerou “inaceitável” que uma empresa que dá lucros e que é estratégica para a economia esteja a passar pelo “drama” que está a viver.

A Groundfore e a TAP chegaram hoje a um entendimento que desbloqueia provisoriamente o impasse na empresa e permite pagar os salários aos 2.400 trabalhadores, informou hoje fonte oficial da Pasogal.

A Pasogal disse ainda que “resolvida a urgência”, “continuará a empenhar os seus melhores esforços, certamente com o apoio dos acionistas Pasogal e TAP, no sentido de resolver a questão de fundo”.

A TAP vai comprar equipamentos da SPdH/Groundforce por 7,5 milhões de euros, o que permitirá desbloquear o pagamento dos salários e impostos em atraso, passando a empresa de ‘handling’ a pagar à companhia aérea pelo aluguer deste material, segundo disse à agência Lusa João Alves, da CT da empresa de ‘handling’.

Os trabalhadores da Groundforce ficaram a saber, no final de fevereiro, que devido ao impacto da pandemia, a empresa não tinha dinheiro para o pagamento de salários e iniciaram uma série de manifestações a pedir a intervenção do Governo.

No domingo, a TAP propôs à Pasogal disponibilizar 6,97 milhões de euros, através de um aumento de capital e não de um adiantamento, proposta que a empresa de Alfredo Casimiro disse, na terça-feira, estar disponível para considerar.

Esta tarde são ouvidos no parlamento o presidente do Conselho de Administração da Groundforce e administrador da Pasogal, Alfredo Casimiro, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, bem como os sindicatos e a Comissão de Trabalhadores (CT).

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