Educação

Sindicato pede acesso à Caixa Geral de Aposentações para todos os professores e funcionários escolares

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 meses atrás em 18-01-2024

Imagem: Pexels

Representantes do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) protestaram hoje em Lisboa para exigir a possibilidade de todos os professores e pessoal não docente poderem aderir a Caixa Geral de Aposentações (CGA).

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O protesto surge na sequência da recente suspensão de “milhares de processos” de transferência da Segurança Social para a CGA, que é mais vantajosa para os trabalhadores, recordou o coordenador do Stop, André Pestana.

“Este protesto pretende garantir que não são esquecidas algumas das reivindicações que continuamos a achar muito importantes, como é o caso do acesso a CGA para todos, quer sejam docentes ou não docentes”, disse à Lusa André Pestana.

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Segundo o professor, o sindicato tinha pedido uma reunião “há várias semanas, mas como ninguém da CGA se dignou a responder”, decidiu convocar um protesto em frente às instalações da CGA, em Lisboa.

Além da questão da transferência para a CGA, que nos últimos meses tem sido denunciada por várias estruturas sindicais, André Pestana lembrou outras reivindicações, como os pagamentos do Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) “a tempo e horas” de reposicionamentos e progressões, subsídios de transporte e horas extras.

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“Alertámos hoje também para o caso dos colegas que estão a ser reposicionados e demoram longos meses a receber a remuneração”, acrescentou, dizendo haver casos em que ficam “quase um ano à espera”.

Outro dos problemas, segundo André Pestana, são os alegados atrasos no pagamento dos subsídios de deslocação de professores que ficam colocados em várias escolas do mesmo agrupamento. Nestes casos, disse, “ficam longos meses à espera da verba”.

Finalmente, o coordenador do Stop contou ainda a história de docentes que fizeram greve e “tiveram faltas injustificadas e processos disciplinares”, dando como exemplo um caso na Póvoa do Varzim.

A professora “ficou com uma falta injustificada num dia de greve e por isso não pôde ter um Excelente ou Muito Bom na avaliação. O resultado é que por causa disso não progrediu na carreira”, contou, garantindo que o sindicado está a acompanhar judicialmente estas situações, que serão entre cinco a dez casos.

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