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Sindicato manifesta “desagrado” ao Governo com andamento do processo da Dielmar

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O Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa (STBB) manifestou ao Governo “desagrado” com o desenvolvimento do processo da Dielmar e garantiu que caso não tenha respostas antes da assembleia de credores irá ao Ministério da Economia.

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a presidente do STBB, Maria Tavares, referiu que após várias “tentativas de contacto” com o Ministério da Economia, sem obter qualquer tipo de resposta, enviou um ofício, através do qual manifestou ao ministro Pedro Siza Vieira “o desagrado pela forma como o processo [Dielmar] está a ser tratado nesta fase”.

“Assim, solicitámos que até ao final do dia de hoje (20 de outubro) nos seja dada resposta ao ofício e que seja transmitido ao senhor Administrador qual o empenho do Ministério neste processo e qual a solução que estão a preconizar”, lê-se na nota.

A sindicalista sublinhou que mais uma vez o tempo está a passar e a Assembleia de Credores é já na terça-feira.

“Demos ainda conta ao senhor ministro que, caso não tenhamos respostas concretas ao ofício, iremos mobilizar todos os trabalhadores para a realização de uma concentração em frente ao Ministério da Economia, em Lisboa, ainda antes da realização da assembleia de credores”, afirmou Maria Tavares.

Adiantou ainda que o STBB sabe que existem “duas propostas concretas” para a viabilização da empresa de confeções Dielmar, nas quais são salvaguardados todos os postos de trabalho e que incluem o pagamento dos salários aos trabalhadores já do mês de outubro.

“No entanto, mesmo por esta via, as trabalhadoras não irão ter o seu vencimento disponível para fazer face às suas responsabilidades financeiras, entrando em situação muito difícil, (como é do conhecimento do Ministério da Economia e de todos), pois, como se sabe, mesmo após a aceitação da assembleia de credores, é necessário o tempo do trânsito em julgado”, sublinha.

Marisa Tavares realçou também que, antes das eleições autárquicas, o primeiro-ministro, António Costa, disse em Castelo Branco “que tudo iria fazer para que a empresa fosse viabilizada e que da parte do Ministério da Economia foi também transmitido empenho nesta viabilização”.

“Assim, tendo em consideração as propostas apresentadas (que são também do conhecimento do Ministério da Economia), solicitámos ao ministro Pedro Siza Vieira, com caráter de urgência, resposta sobre o que está a ser feito junto do Banco de Fomento para que estas sejam analisadas e viabilizadas”, sustentou a sindicalista.

A presidente do STBB sublinhou que o tempo de que dispõem “é curto” e “é urgente” que as entidades competentes se continuem a empenhar para que se chegue ao fim deste processo “com respostas positivas”.

“Não é solução lançar os trabalhadores no desemprego e o Ministério da Economia, pelas responsabilidades acrescidas que tem em todo este processo, deve trabalhar uma solução para que as trabalhadoras tenham garantido o salário do mês de outubro atempadamente”, concluiu.

Recentemente, um grupo de trabalhadores da Dielmar concentrou-se à porta da empresa, em Alcains, exigiu a viabilização da firma e disse ao Governo que, se não houver uma solução até dia 26 (data da assembleia de credores), os funcionários irão ao Ministério da Economia manifestar-se.

Fundada em 1965, em Alcains, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência em agosto, ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.

A assembleia de credores da empresa de confeções Dielmar volta a reunir no dia 26, depois de ter decidido dar mais 15 dias para que as propostas e manifestações de interesse na empresa possam ser consolidadas.

A decisão foi tomada na sessão que teve lugar no dia 06 de outubro, no Tribunal do Fundão e durante a qual foram colocadas em cima da mesa duas possibilidades, nomeadamente a de avançar para o encerramento definitivo e liquidação dos bens ou, em contrapartida, optar pelo adiamento de uma decisão para que as propostas pudessem ser fortalecidas.

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