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Coimbra

Sindicato lamenta despedimento de 500 trabalhadoras de refeitórios escolares do Centro

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro lamentou hoje o alegado despedimento de cerca de 500 trabalhadoras de refeitórios escolares, a partir de sexta-feira, último dia do primeiro período escolar.

Em comunicado, o sindicato refere que a ICA – Indústria e Comércio Alimentar, empresa concessionária dos refeitórios escolares na região centro, “enviou carta de despedimento a todas as trabalhadoras contratadas no início do ano letivo”.

“Foi de forma abrupta que as trabalhadoras receberam a comunicação da empresa, que lhes enviou, na semana passada, um texto igual ao que fez nos últimos três anos, mas apenas quando era para terminar os contratos no final do ano letivo, aliás, prática há muito em vigor neste contrato de concessão”, refere.

Segundo o sindicato, “a comunicação verbal transmitida pela empresa através das encarregadas” ainda gerou maior indignação, uma vez que foi dito: “a empresa despediu-vos porque não tem a certeza de que irão continuar as aulas no segundo período”.

“Muitas destas trabalhadoras, cerca de 500, trabalham nos refeitórios das escolas de toda a região centro e, com esta decisão da ICA, veem assim aumentar ainda mais a sua precariedade laboral”, alerta o sindicato.

Algumas trabalhadoras “não irão ter sequer, neste período de interrupção das aulas, acesso a nenhum apoio social”, acrescenta.

Na opinião do sindicato, atendendo às dificuldades criadas pelo momento de pandemia de covid-19, a decisão da ICA é “antissocial” e “em tudo contrária ao apelo que o Governo faz diariamente”.

O sindicato mandou uma carta à ICA, “com conhecimento ao Ministério da Educação, Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, Direção Regional de Educação do Centro e Câmara Municipal de Coimbra, de forma a que fossem tomadas medidas para que a empresa recuasse na sua intenção”.

“Até ao momento, sabendo que as escolas encerram dia 18, último dia de contrato das trabalhadoras, estamos com total ausência de resposta da empresa, mas também das entidades que concessionam o serviço”, lamenta.

A agência Lusa não obteve até às 19:00 de hoje uma reação da ICA às críticas do sindicato.

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