O Sindicato dos Polícias Portugueses (SPP/PSP) lamentou hoje “a saída tardia” da ministra da Administração Interna, considerando que era “claro que os problemas existentes se iriam arrastar e agravar” caso continuasse no cargo.
“Com base no arrastar de negociações e no desacerto dos diplomas entretanto negociados, que acabaram por não incorporar grande parte das sugestões apresentadas pelas organizações sindicais, ficou claro que os problemas existentes se iriam arrastar e agravar”, refere o SPP, em reação à demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.
Para o segundo maior sindicato da PSP a ministra demissionária demonstrou “falta de capacidade” e como exemplo referiu o diploma de acesso à PSP, que “não acautelou critérios mínimos” e a tabela de remunerados hoje publicada em Diário da República.
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“O SPP/PSP já anteriormente tinha retirado o apoio à agora ministra demissionária, situação que só peca por tardia”, salientou o sindicato, esperando que o primeiro-ministro consiga nomear “alguém com capacidade, vontade e seriedade nas negociações necessárias”.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada hoje à noite.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, “assumirá transitoriamente as respetivas competências”, logo que a exoneração se torne efetiva.
Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025.