Empresas

Sindicato anuncia que greve dos “call centers” e lojas da EDP está com adesão acima de 50%

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 13-02-2024

A greve dos trabalhadores de empresas que prestam serviços nos centros de contacto e lojas da EDP está a registar uma adesão acima dos 50%, segundo o SITE, que espera que seja ainda mais expressiva na quarta-feira.

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“A adesão, nas lojas e nos ‘contact centers’ é de mais de 50%”, disse à Lusa Carlos Veloso, dirigente do SITE Centro Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente), sinalizando que se trata ainda de dados preliminares.

A greve, que se prolonga até ao final de quarta-feira, foi convocada pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Química, Farmacêutica, Elétrica, Energia e Minas (Fequiemetal) e pelos seus sindicatos (SITE Norte, SITE Centro Norte, SITE CSRA e SIESI).

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Na origem desta paralisação dos trabalhadores dos prestadores de serviço do grupo EDP está a “necessidade urgente” de valorização dos salários, com os representantes dos trabalhadores a exigirem um aumento de 150 euros para todos, e a falta de resposta das “entidades patronais e da própria EDP”.

À Lusa, o dirigente sindical precisou que em causa estão entre 1.500 a 2.000 trabalhadores, cujo ordenado base é o salário mínimo nacional. Os prémios não regulares que alguns recebem, precisou, não são suficientes nem dão resposta ao aumento das despesas que enfrentam.

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Carlos Veloso sublinha que, das várias empresas prestadoras de serviços, apenas uma se reuniu com os representantes dos trabalhadores e apenas para dizer que a subida dos salários para o SMN era “um ato de gestão” uma vez que os contratos de prestação de serviços com a EDP “estão cada vez mais apertados” não dando condições para que a empresa possa fazer aumentos maiores.

Para esta quarta-feira, em que os trabalhadores cumprem o segundo dia de greve, está prevista uma manifestação frente edifício do centro de contacto, em Seia, e a expectativa é que a adesão seja maior.

Caso não obtenham resposta, os sindicatos vão equacionar novas formas de luta, disse.

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