Coimbra

Sete habitações afetadas pelas inundações em Eiras

Notícias de Coimbra com Lusa | 44 minutos atrás em 10-02-2026

A ribeira de Eiras, em Coimbra, galgou hoje as margens, afetando sete habitações, sem causar desalojados, disse à Lusa o presidente da União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades.

“Tínhamos tido o colapso de uma ponte e, entretanto, tivemos uma barreira que caiu e que trouxe uma série de detritos que veio a bater neste colapso desta ponte, criando uma inundação. A ribeira acabou por galgar a margem”, afirmou Luís Correia.

O autarca adiantou que foi necessário “partir o bordo da estrada para o rio”, para que este pudesse “voltar ao seu normal curso”, sendo que há ainda preocupações com uma parte da habitação que está localizada junto à ponte.

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“Estamos agora a tentar protegê-la, porque ela está a escavar por baixo e estamos com medo que também acabe por ruir”, indicou.

“Se ela cair para dentro da ribeira vai fazer novo dique. Podemos voltar a ter exatamente o mesmo problema”, acrescentou.

De acordo com Luís Correia, as inundações registadas hoje afetaram sete habitações.

“Os danos não são de maior, ninguém ficou desalojado, com exceção da família que já estava. Ainda estão a avaliar danos”, referiu.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.