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Coimbra

Será o fim dos tróleis em Coimbra? (com vídeos)

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A rede de troleicarros está a ser desmantelada na zona do Calhabé, em Coimbra, por causa da empreitada do troço do Metrobus entre o Alto de São João e a Portagem. O Notícias de Coimbra questionou a autarquia para saber se os tróleis vão desaparecer definitivamente da cidade. 

“Não é o fim dos troleicarros ainda, embora ainda esteja tudo em aberto”, garantiu ao NDC Ana Bastos, vereadora da Câmara Municipal de Coimbra, explicando que “a retirada das catenárias tem a ver com o andamento dos trabalhos da empreitada do Metrobus que obriga a retirar toda a infraestrutura de rede de tração”.

O Notícias de Coimbra constatou que as infraestruturas da rede estão a ser retiradas na zona da Praça 25 de Abril, no Calhabé. Para justificar a intervenção, Ana Bastos diz que “mesmo que o trólei volte a funcionar não poderá usar o mesmo corredor do Metrobus”.

Garantindo que ainda não foi tomada qualquer decisão definitiva sobre o assunto, a autarca revelou que a intenção do município é manter os troleicarros, mas num registo mais voltado para o turismo. “Os tróleis têm uma história com mais de 100 anos em Coimbra e que não pode morrer de um dia para o outro”, referiu. Certo é que, a manter-se, será sempre algo direcionado “para o setor do turismo e da cultura, não como uma rede de transportes coletivos, porque em termos de operação é muitíssimo mais caro”, argumenta Ana Bastos.

Segundo a vereadora, que é também presidente do conselho de administração dos Serviços de Transportes Urbanos e Municipalizados de Coimbra (SMTUC), ter um trólei a circular “custa o dobro de um autocarro normal”. Neste momento, disse ao NDC, está a ser feita uma vistoria por parte da proteção civil para verificar o estado e os riscos em manter as subestações. “A ideia é desativar uma delas”, o que comporta custos na ordem dos 600-700 mil euros e colocar a outra a funcionar, o que representará um investimento de um milhão de euros.

Na reunião de Câmara desta segunda-feira, Carlos Cidade (PS) questionou Ana Bastos sobre que destino vai ser dado ao cobre da rede de tróleis retirada. “Vai ser reutilizado? Ou vai para a sucata?”, questionou lembrando que “o cobre vale muito dinheiro”. O vereador perguntou ainda se “os postes que são em ferro fundido vão ser guardados para posterior reaproveitamento ou vão para a sucata? Quantos quilómetros  de linha de cobre foi retirada? Quantas peças em ferro? Quantos postes?”. Mas as “perguntas de estatística”, como apelidou a vereadora, não foram respondidas. 

O icónico transporte da cidade de Coimbra, que chegou a ser inovador no final dos anos 40 do século XX, quando trouxe mais agilidade, embora se mantivesse com tração a eletricidade como os antigos elétricos, já tinha deixado de circular em 2017, por causa da construção da Praça Princesa Cindazunda, na Avenida Fernão de Magalhães. Na altura, conforme noticiado pelo NDC, o então autarca Manuel Machado revelou que os troleis e a rede estavam em reparação. Voltariam a circular depois, mas apenas cinco, num total de 12, sendo que os excedentes “ficaram para peças.” Voltaram à estrada em 2018, mas no final de 2020, as obras na zona do Arnado fizeram-nos regressar à dos SMTUC na Guarda Inglesa onde permanecem. 

O NDC questionou também a Metro Mondego sobre se o desmantelamento da rede de tróleis já estavam previsto desde o início da empreitada e se haverá lugar a reposição, mas não obteve resposta. 

 

Veja o direto NDC junto à Praça 25 de Abril: 

Veja o direto NDC com as declarações de Ana Bastos: 

 

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