As canções “Não tem fim”, “Rosa”, “Canção do querer”, “Disposto a tudo” e “Doce ilusão” foram hoje selecionadas, em Lisboa, para a final do Festival da Canção 2026, marcada para 07 de março.
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Nesta segunda e última semifinal, como na primeira, a 21 de fevereiro, quatro canções foram escolhidas através do sistema de votação habitual (metade da pontuação atribuída a um júri profissional e a outra metade ao voto do público), e uma quinta selecionada apenas pela votação do público.
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O concurso decorreu nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, no concelho de Oeiras, onde atuaram, por ordem de apresentação: “Doce Ilusão” (tema composto e interpretado por Gonçalo Gomes), “Não tem fim” (tema composto por Rita Dias e interpretado por Silvana Peres), “Disposto a tudo” (Sandrino), “Copiloto” (Francisco Fontes), “Rosa” (Bandidos do Cante), “O-pi-ni-ão” (Jacaréu/Jacaréu e Ana Margarida), “Canção do querer” (Cristina Branco/João Ribeiro) e “Um filme ao contrário” (Inês Sousa).
Na primeira semifinal, passaram à final “Fumo” (Nunca Mates o Mandarim), “Chuva” (Marquise), “Jurei” (Dinis Mota), “Sprint” (EVAYA) e “Dá-me a tua mão” (André Amaro).
De fora ficaram “Nos teus olhos” (Bateu Matou), “Onde quero estar” (Agridoce), “Pertencer” (Djodje/Mário Marta).
Na final, as votações do júri serão feitas por representantes de sete regiões de Portugal Continental e ilhas. Em caso de empate, nas semifinais prevalece a escolha do júri e, na final, a do público.
A final está marcada para 07 de março e, à semelhança das semifinais, acontece nos estúdios da Valentim de Carvalho, o que permite que haja um palco maior e uma plateia com público, com capacidade para cerca de 500 pessoas.
O tema vencedor deverá representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, em maio, na Áustria.
Tanto as semifinais como a final são transmitidas em direto na RTP1, RTP Internacional, RTP África e RTP Play.
A maioria dos participantes anunciou em dezembro a recusa em representar Portugal na Eurovisão, em protesto contra a participação de Israel no concurso.
“Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos”, afirmaram vários artistas e bandas num comunicado conjunto enviado à Lusa em 10 de dezembro.
Cristina Branco, Djodje, Beatriz Bronze (EVAYA), Rita Dias, Francisco Fontes, Gonçalo Gomes, Pedro Fernandes (que trabalha com Gonçalo Gomes), Inês Sousa, Jorge Gonçalves (Jacaréu) e os músicos que integram os Bateu Matou, Marquise e Nunca Mates o Mandarim assinavam o comunicado.
Este ano serão 35 os países a competir na Eurovisão, após desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.
Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.
O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.
O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.
Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.
Portugal participou pela primeira vez no Festival Eurovisão da Canção em 1964, tendo entretanto falhado cinco edições (em 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).
Em 2017, Portugal venceu pela primeira e única vez o concurso com a canção “Amar pelos dois”, de Luísa Sobral, interpretada por Salvador Sobral.
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