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Selecionador nacional ganha 30 milhões em Cantanhede

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Foi um verdadeiro negócio da China! Fernando Santos, o treinador da Seleção Portuguesa de Futebol terá ganho, este ano, 30 milhões de euros num negócio com a Paul Stricker, S.A., sediada na Zona Industrial de Murtede, em Cantanhede. A informação foi avançada por um jornal nacional no âmbito de um processo tributário em que o Fisco exige ao selecionador o pagamento de 4,5 milhões de euros em impostos. 

Fernando Santos entrou para a empresa de artigos promocionais, que tem presença em 92 países e base de gestão e operações em Murtede, em janeiro de 2014. Na altura, segundo documentos oficiais consultados pelo Notícias de Coimbra, foi feito um aumento de capital de 176500 euros, passando o capital social para 1.176.500,00.

O selecionador foi nomeado vogal do Conselho de Administração da Paul Stricker sem funções executivas. A quota foi vendida, em abril deste ano (2022) por 30 milhões de euros, segundo o jornal Correio da Manhã (CM) que cita o próprio Fernando Santos, ouvido esta semana no Centro de Arbitragem Administrativa (Caad), no âmbito do processo tributário em que o Fisco exige o pagamento de 4,5 milhões de euros em impostos.

A Autoridade Tributária diz que Fernando Santos constituiu uma empresa, denominada Femacosa, para pagar menos impostos no contrato que realizou com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), refere o jornal nacional do grupo Cofina. A AT, refere ainda o diário, sustenta que, entre 2016 e 2017, Fernando Santos recebeu 10 milhões de euros da FPF, mas declarou ao Fisco apenas 70 mil, como salário de sócio-gerente da Femacosa.

Questionado no Caad, Fernando Santos afirmou que constituiu a empresa em 2013, quando tinha residência fiscal na Grécia, porque o filho, Pedro Santos, lhe apresentou aquilo que seria uma boa oportunidade de negócio: investir numa empresas de brindes, a Paul Stricker, SA, que estava a fazer negócios com a China, descreve o CM.  O selecionador investiu dois milhões de euros das suas poupanças na Femacosa e, assessorado pelo gabinete de advogados Cuatrecasas, ficou com 30% da empresa de Murtede. 

Ao Notícias de Coimbra, a firma fundada em 1944, confirma que Fernando Santos entrou “através do filho, antigo colega do Dr. Paulo Stricker numa empresa em que trabalharam os dois”. Refere ainda que atualmente os acionistas são “a Femacosa, a família Stricker e alguns colaboradores”.

Questionado se Fernando Santos detém 30% do capital da Paul Stricker, a empresa responde: “Não. Uma empresa do Engenheiro Fernando Santos detém 30% do capital da Stricker”. Sobre o valor de 30 milhões que terá sido avançado pelo próprio selecionador, o conselho de administração da empresa de produtos promocionais refere: “tanto quanto sabemos ele não disse isso mas em qualquer dos casos os termos negociais de entrada e saída de acionistas ficam para as partes envolvidas”. 

O Notícias de Coimbra quis também saber quais foram os lucros obtidos pela empresa durante o período em que Fernando Santos esteve no CA de modo a que a sua percentagem valha 30 milhões. “O volume de receitas da Stricker é neste momento cerca de 150 milhões de euros. A avaliação do valor de qualquer empresa obedece a variadíssimos critérios”, respondeu. Apesar de confirmar que com a entrada de Fernando Santos se registou um aumento de capital para 176500 euros, a Paul Stricker sublinha, na resposta ao NDC, que “existem diversos outros instrumentos de capital para entrada de investimento, como sejam, prémios de emissão, prestações suplementares, suprimentos, entre outros”.

Refira-se ainda que o advogado de Fernando Santos neste processo é António Lobo Xavier, natural de Coimbra, formado pela Faculdade de Direito e especialista em Direito Fiscal.  

 

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