Política

 Seguro quer “coligação” com os jovens portugueses e promete recolher contributos

Notícias de Coimbra com Lusa | 6 segundos atrás em 09-03-2026

O Presidente da República, António José Seguro, disse hoje querer uma “coligação” com os jovens portugueses e prometeu criar, através da Casa Civil, um procedimento que permita recolher os seus contributos.

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No encerramento de um encontro com jovens no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP), agendado no âmbito das cerimónias da posse, António José Seguro, que interveio por pouco mais de três minutos, disse querer uma “coligação” com os mais novos e que essa parceria seja materializada através de um novo canal de contacto em Belém.

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“Nós organizaremos, com a minha Casa Civil, um procedimento, um processo, de modo que as intervenções, as propostas alargadas…Temos que encontrar a forma – hoje com as novas tecnologias, isso é muito possível – de recolher o contributo de pessoas que não foram convidadas ou que não puderam estar aqui e que também têm ideias e têm opiniões”, defendeu.

O recém-empossado Presidente da República detalhou que pretende ouvir os problemas da juventude, bem como as suas propostas e a sua visão para o país, e pediu aos participantes do encontro desta tarde que lhe fizessem chegar as suas intervenções, se as tivessem escritas. Convidou ainda os presentes para prosseguir este diálogo numa próxima ocasião, sem detalhar em que moldes.

Seguro afirmou ver uma geração mais nova com uma “rua muito estreita quando olha para o futuro”, ao contrário do que acontecia na sua, em que se encarava o horizonte como uma “avenida enorme”.

“É muito importante para mim, porque os diagnósticos, os problemas e, de certo modo, algumas das soluções estão identificadas em relação à habitação, em relação à criação de condições para que a nossa economia seja mais competitiva, seja mais produtiva. O que falta aí é coragem política e vontade política para as concretizar. O que eu quero é a vossa visão de país”, apontou ainda.

E acrescentou: “Como é que nós conseguimos imaginar o país ou desenhar o país que queremos daqui a 10 anos, ou daqui a cinco anos? Para que as decisões que hoje tomamos sejam decisões que tenham a perspetiva e a prospetiva daquilo que nós queremos ter no futuro. Não se trata de adiar nada, pelo contrário, trata-se de decidir”.

Como exemplo de mudanças que terão de ser enfrentadas, Seguro abordou a inteligência artificial, para referir que “está a mudar todas as relações económicas, as relações sociais, a relação da política com os próprios cidadãos”.

“Nós temos que a discutir, para saber inclusivamente se ela deve ter limites ou se, pelo contrário, ela deve determinar e marcar o ritmo da nossa própria vida em sociedade”, considerou.

Esta sessão, na faculdade onde António José Seguro foi professor, decorreu numa sala à fechada à comunicação social, tendo sido acompanhada pelos jornalistas através de uma televisão instalada numa outra sala do ISCSP. Foi apenas permitida a entrada de fotojornalistas.

De acordo com a informação disponibilizada pela Presidência, participaram nesta sessão 52 jovens, um número simbolicamente representativo dos anos da democracia portuguesa, de todos os distritos e da diáspora e com idade entre os 18 e os 34 anos.

A cerca de uma dezena de participantes que intervieram abordaram assuntos tão variados como as questões internacionais, saúde, educação, violência doméstica e sexual, acessibilidade, cultura, e houve até quem pedisse a nomeação de um jovem até aos 35 anos para o Conselho de Estado.

À chegada à faculdade, António José Seguro foi recebido com entusiasmo por várias dezenas de alunos e funcionários, tendo cumprimentado alguns no percurso até à sala reservada para este encontro. À entrada e à saída da faculdade recusou responder às perguntas dos jornalistas.

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