O candidato presidencial António José Seguro propôs hoje a criação de uma linha de apoio à tesouraria para empresas que não conseguem trabalhar por ausência de eletricidade ou problemas nas suas infraestruturas na sequência da tempestade Kristin.
“E hoje volto a fazer uma proposta, no sentido de se criar uma linha de apoio à tesouraria das empresas que neste momento não podem laborar ou porque não têm o fornecimento de energia elétrica ou porque não têm condições nas suas estruturas e infraestruturas para continuar a laborar”, propôs Seguro numa intervenção num jantar de campanha que foi inteiramente dedicada aos efeitos desta tempestade e sem outra mensagem política.
Na opinião do candidato apoiado pelo PS, o “pior que podia acontecer” é que pessoas que já estão “aflitas ou que tiveram danos nas suas casas”, também ficassem “privadas dos seus salários”.
“Eu falei com vários empresários esta tarde e essa é uma das preocupações, que haja linhas de apoio à tesouraria das nossas empresas que estão nessas dificuldades. E simultaneamente também apoiar com essas linhas investimentos de recuperação dessas empresas”, disse.
Segundo Seguro, num último telefonema que tinha tido com um empresário da região de Leiria que tem várias empresas este disse-lhe que ficou “limitado na sua capacidade de ação e de trabalho”.
“E simultaneamente, se ele não tem essa capacidade de trabalho, naturalmente também não tem quem lhe pague. E se ele não tiver recursos, não tem como pagar os salários dessas pessoas”, descreveu.
Para o candidato presidencial, “este é um momento de grande necessidade de união entre todos” para que, no público e no privado, se faça “o que estiver ao nosso alcance para ajudar estes nossos concidadãos”.
No final da intervenção, sem a música habitual, as bandeiras e outros discursos, Seguro deixou a quinta de eventos com cerca de 600 apoiantes e não ficou para jantar nem para a confraternização.