Política

Seguro promete em Coimbra que o voto na sua candidatura “garante a estabilidade social”

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 09-01-2026

António José Seguro afirmou hoje que o voto na sua candidatura “garante a estabilidade social” e a defesa leal da Constituição, alertando que, “quando metade do país” não se revê nos seus representantes, a “contestação passa para as ruas”.

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“O voto nesta candidatura é também um voto que garante a estabilidade social. E porquê é que é importante garantir a estabilidade social? Porque, quando metade do país não se revê nos seus representantes ao mais alto nível, a contestação passa para as ruas porque não tem voz nas instituições da democracia”, disse hoje num comício no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra.

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Admitindo que “muitas pessoas têm as suas opções (…) de coração” e “ideológicas”, Seguro fez uma chamada de atenção “a cada portuguesa e a cada português para a importância do que está em causa”, alegando que não há “uma segunda oportunidade para escolher quem vai à segunda volta”.

“O único candidato da moderação, da credibilidade, do centro-esquerda, um defensor leal da Constituição, que pode passar à segunda volta e que pode ser Presidente da República, é precisamente a nossa candidatura”, disse.

O candidato apoiado pelo PS recordou o debate sobre as alterações à legislação laboral e o seu posicionamento sobre o anteprojeto do Governo –  o veto político -, colocando-se “à esquerda, ao centro-esquerda” e defendendo que “haver nas instituições ao mais alto nível este equilíbrio ajuda” a que o país “seja mais equilibrado”, funcionando também como “um garante de estabilidade social”.

Seguro antecipou até que possa haver “mais agitação social” e “porventura mais greves, mais contestação, que os trabalhadores têm todo o direito a fazer ouvir as suas reivindicações, a defender os seus direitos”, caso não seja eleito.

Para Seguro, se não estiver em Belém “haverá menos sensibilidade para as questões sociais, menos acuidade para as mudanças que verdadeiramente têm que ser feitas e outras que têm que ser preservadas”.

Revelando que recebeu um telefonema do histórico socialista Manuel Alegre antes do comício de Coimbra, tomaram também a palavra, hoje, o mandatário da juventude Renato Daniel (antigo presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra), a mandatária distrital Helena Freitas e a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa.

A abrir os discursos, Ana Abrunhosa reiterou uma ideia muito presente na campanha de Seguro, a de “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” politicamente, referindo-se ao atual domínio da direita no país.

“É um enorme risco que vivemos no atual panorama político ter alguém da direita como Presidente da República”, disse a também ex-ministra de governos de António Costa, acusando o atual Governo de não ter, hoje, “quem defenda o interior”, “a descentralização” e o “regionalismo”, ao passo que Seguro “investiu no interior” quando outros “só saem de Lisboa em campanha”.

Para Ana Abrunhosa, que abandonou o comício antes do discurso do candidato, “António Seguro tem feito uma caminhada moderada, de bom senso, tem dignificado os políticos, soube estar, tem sabido estar, não pratica aquilo que nós hoje não queremos na política, os extremismos, o populismo, a demagogia, tem algo que na política é fundamental, a moderação”.

“Há quem diga que eu tenho ali os amigos da direita. Eu tenho muitos amigos na direita, graças a Deus. E esses amigos da direita, sabe para que é que servem, António? Eles hoje mandam-lhe muitos, muitos cumprimentos, porque vão votar em si, António”, garantiu Ana Abrunhosa.

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