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Saúde

Secretária de Estado diz que não é preciso descobrir a roda para promoção da saúde

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A secretária de Estado da Promoção da Saúde afirmou hoje que não é preciso “descobrir a roda” para fazer o que é necessário, mas sim garantir que os programas que já existem sejam postos em marcha.

“Nós não precisamos de descobrir a roda para fazer aquilo que é necessário na área da promoção da saúde e prevenção da doença”, defendeu Margarida Tavares na cerimónia de assinatura da carta de compromisso por 22 hospitais que aderiram ao projeto “STOP Infeção Hospitalar 2.0”, promovido pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos (PPCIRA) da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Dirigindo-se a uma plateia de profissionais de saúde, entre os quais a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e o ex-ministro da Saúde Correia de Campos, a governante considerou que o que “faz falta é aproveitar o manancial de tudo aquilo que tem sido planeado ao longo do tempo em Portugal”.

Sublinhou ainda que o nome atribuído à Secretaria de Estado que tutela – Promoção da saúde – “não pretende ser só um nome”: “Pretende simbolizar e lembrar-nos a importância cada vez maior de que não podemos ser apenas o ministério da doença, queremos ser também o ministério da saúde verdadeiramente e da promoção da saúde e prevenção da doença”, fortalecendo e dando “mais lugar” a todos os aspetos ligados a esta “área crucial”.

Em declarações à agência Lusa à margem do evento, Margarida Tavares reiterou que não pretende “inventar nada” nesta área, porque já existem “excelentes leis e excelentes programas” em que o que é necessário é “ter capacidade e recursos para os colocar em marcha”, segui-los avaliá-los.

“Em Portugal, vamos fazendo muitos programas que são muito bem desenhados, acompanham a evolução científica, mas por vezes depois faltam-nos os recursos para os monitorizar, para os implementar e falta-nos perceber em que resultaram para podermos perceber se temos que mudar ou não temos que mudar”, salientou.

Margarida Tavares deu o exemplo do projeto do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos, que tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, que mostrou resultados “muito favoráveis” quando foi feita a sua primeira edição em 2015 em por isso mesmo está a ser alargado a outros hospitais,

Frisando que é um programa com metodologias, metas e um acompanhamento específicos, destacou a sua importância para responder “a um desafio tão gigantesco” como são as infeções hospitalares nos cuidados de saúde.

“Cada vez mais, vamos enfrentar novas emergências, novos agentes, cada vez tratamos mais agressivamente os doentes e, portanto, fragilizamos cada vez mais o seu sistema imunitário (…) para os tentar cuidar, tratar o melhor possível e curá-los muitas vezes, mas isso por vezes acarreta riscos acrescidos em termos de infeção e por isso é tão importante preparar os nossos cuidados de saúde, nomeadamente dos hospitais, que são locais de cuidados de ponta, em que estes desafios podem ser mais prementes”, concluiu.

Doze hospitais comprometeram-se hoje a reduzir para metade as infeções hospitalares nos próximos três anos, ao abrigo do projeto do PPCIRA, que abrange agora 22 instituições do país.

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