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Desporto

Secção de Boxe da AAC defende campeão e questiona credibilidade de Federação

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Na sequência da notícia publicada a 6 de Abril de 2015, onde se podia ler que a Federação Portuguesa de Kick-Boxing não reconhece o título alcançado pelo atleta Paulo Silva, Notícias de Coimbra publica uma declaração da Secção de Boxe da Boxe da Asssociação Académica de Coimbra (AAC), presidida por Miguel Guerreiro Silva, que considera:

A secção de boxe da Associação Académica é uma entidade sem fins lucrativos que, na sua função social, procura contribuir para a promoção da prática da atividade física, bem como para a transmissão de princípios e valores aos seus praticantes. Para além de participar em provas de boxe, o seu main target, e procurando adaptar–se às mudanças e à “globalização” dos desportos de combate, participa ainda, através dos seus atletas, em provas de disciplinas associadas, gostando também de valorizar o trabalho dos seus membros. Daí que a mesma secção tenha ficado grata e motivada, pelo reconhecimento, por parte da Câmara Municipal da sua cidade, na figura do seu Presidente, relativamente ao trabalho desenvolvido. Efetivamente, o referido edil prestou uma pequena homenagem a esta organização, revelando-se sempre motivador e dignificante haver entidades que valorizem de forma transversal as diversas modalidades desportivas e não estejam apenas com o foco na bola de futebol. Obrigado, Câmara Municipal de Coimbra!

A WAC é uma organização mundial com capacidade para reconhecer e homologar os títulos alcançados pelos atletas aquando da realização das provas. Infelizmente, as Federações e disciplinas associadas ao boxe pululam. No caso Português, o reconhecimento realizado pelo IDP torna-se insuficiente para aferir da credibilidade, da competitividade e do bom trabalho na área.

A prova que este ano se realizou em Vagos permitia a participação de qualquer atleta, de qualquer federação, já que a WAC é totalmente alheia às “guerras de quintais” existentes em Portugal que, alegadamente, na área do kick-boxing, persistem nos tribunais desde 2006. Esta prova, transmitida na televisão, teve a participação de cerca de 4 000 atletas, entre os quais, alguns profissionais estrangeiros, que lutam nas maiores ligas mundiais da modalidade, como a Superkombat, ou a WAKO.

Não é correto querer denegrir a imagem de um atleta que treina várias horas por dia há cerca de 12 anos, abdicando de vida familiar e social, em prol do desporto que ama, bem como a de um excelente treinador, que tanto deu à modalidade, quer como antigo atleta, quer agora como técnico.

Seria mais proveitoso e conveniente não entrar em disputas e, em vez disso, promover o diálogo, a partilha e a união, para bem da modalidade e sua credibilidade e prestígio em Portugal.

Para terminar, e em jeito de imagem, parece pertinente aludir a uma anedota que a memória evoca, em que um curioso, observando um pescador na apanha do caranguejo, fica intrigado ao vê-lo guardar os caranguejos num balde quase raso, apesar do grande número de animais já apanhados. Ao ser questionado pelo facto, e se não tinha medo que eles fugissem, o pescador respondeu que não, não tinha medo que eles fugissem do balde porque eram caranguejos Portugueses. “ Caranguejos Portugueses? ” continua a indagar o curioso. “ Sim.” – respondeu o pescador – “Sempre que um está quase a conseguir escalar o balde, aparece um outro que o puxa para baixo”.

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