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Seat retoma produção mas teme impacto da sexta vaga

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As fábricas da Seat em Martorell e El Prat de Llobregat, Barcelona, Espanha, retomam a produção na segunda-feira, após uma longa paragem por falta de semicondutores para a indústria automóvel resultante da crise global provocada pela covid-19.

O presidente da comissão de trabalhadores da Seat, Matías Carnero, citado hoje pela agência EFE, disse ser ainda incerta a necessidade de prolongar o regime de ‘lay-off [que em Espanha se chama de Expediente de Regulação Temporária do Emprego (ERTE)], face os efeitos da sexta vaga da doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

“Estamos num ritmo frenético de ERTE. A sexta onda pode obrigar a desprogramar mais dias de trabalho do que esperávamos. É provável que, em fevereiro ou março, tenhamos de renegociar o processo”, afirmou Matías Carnero.

Segundo o sindicalista, no final de janeiro podem ser recuperadas 350 horas de trabalho, canceladas devido ao ERTE, que prevê um total de 430 até junho.

O ERTE é um dos principais instrumentos utilizados pelo Governo espanhol para amortecer o choque social da pandemia de covid-19 que afeta a indústria automóvel mundial.

Aquele apoio foi decidido em setembro de 2021 para ajudar as empresas a gerir as paragens na produção.

Apesar da vontade da empresa em produzir o maior número possível de viaturas para responder à atual procura de modelos Seat e Cupra, as perspetivas não são particularmente otimistas, no início de um ano marcado pela nova variante da doença, a Ómicron.

“A sexta vaga pode vir a obrigar a fechar mais turnos. Veremos como é que a pandemia irá afetar a Ásia, principal produtor de ‘microchips’, depois do impacto do Ómicron na Europa. Estamos presos por pinças”, admitiu Matías Carnero.

Dirigente de UGT e membro do conselho supervisor do grupo Volkswagen, Carnero lamentou que “2022 não seja o ano da recuperação” para o grupo alemão perspetivando ligeira retoma para a Seat que ainda assim continuará a apresentar “maus resultados”.

Em dezembro, em resultado da falta de semicondutores para a indústria automóvel obrigaram a empresa antecipar a paragem de Natal. Mais de 11 mil trabalhadores iniciaram as suas férias no dia 17, em vez as começar na véspera de Natal.

A empresa garante “estar a fazer todos os possíveis” para responder à grande procura dos seus modelos por parte de concessionários e clientes, e que o nível de produção é avaliado, semanalmente, em função da disponibilidade de ‘microchips’.

Segundo Matías Carnero, o número de trabalhadores afetados pelo ERTE na próxima semana aumentará para três mil, apesar do número total ainda depender do número de casos da doença entre os trabalhadores.

Referiu ainda que com a entrada do novo ano, a comissão de trabalhadores e a administração da empresa deverão retomar as negociações do contrato coletivo de trabalho.

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