Coimbra
Satélites vão vigiar florestas de Coimbra para travar novos mega-incêndios
Imagem: depositphotos.com
Em 2025, a região de Coimbra, em Portugal, enfrentou a pior época de incêndios florestais da sua história, com mais de 64.000 hectares ardidos.
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Em todo o país, cerca de 270.000 hectares foram destruídos. Para ajudar a evitar que isto volte a acontecer, a EOS Data Analytics (EOSDA), em parceria com a EOSSAT (Portugal), assinou um contrato com a European Space Agency (ESA) para desenvolver uma solução inovadora baseada em satélite para a monitorização florestal e prevenção de incêndios.
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O projeto terá início em março de 2026, com financiamento do programa InCubed da ESA — uma iniciativa de Observação da Terra gerida pelo ESA Φ-lab, que apoia o desenvolvimento de inovações e aplicações comerciais baseadas em dados de observação da Terra. A EOSDA, juntamente com o parceiro local CIM Coimbra, irá abranger 19 municípios (4.336 km²) em toda a região, identificando riscos de incêndio, apoiando a prevenção, avaliando perdas e planeando a recuperação florestal após os incêndios.
“Através do InCubed, a ESA apoia a transformação de dados de Observação da Terra em serviços que respondem a desafios reais. Incentivamos soluções escaláveis e com resultados claros. O projeto em Coimbra, que estamos a desenvolver com a EOSDA, é um excelente exemplo de como a tecnologia de satélite pode ajudar uma organização local a avaliar riscos e impactos dos incêndios, bem como a orientar o planeamento da recuperação. É assim que a tecnologia espacial contribui para o dia a dia das pessoas, e é isso que o programa InCubed pretende reforçar”, afirmou Daniele Romagnoli, Commercial EO System Engineer e responsável pelo InCubed na ESA.
Mais de 45% da região de Coimbra é coberta por floresta. Métodos tradicionais de avaliação de risco — como inspeções no terreno, sensores terrestres e procedimentos locais — são lentos e dispendiosos para áreas extensas. A solução da EOSDA combina dados do satélite EOS SAT-1 (com resolução de 3 metros) com processamento automatizado e validação por especialistas. Como resultado, os municípios de Coimbra receberão mapas trimestrais com alterações na cobertura florestal, áreas ardidas e progresso da recuperação, através da plataforma SADGE (O Sistema de Apoio à Decisão e Gestão da Emergência (SADGE) da CIM Região de Coimbra).
“Estamos verdadeiramente empenhados em reduzir o impacto dos incêndios florestais nas comunidades e no ambiente. Com 12 anos de desenvolvimento de tecnologias de monitorização florestal baseadas em dados espaciais, e com as soluções de observação da Terra que já disponibilizamos a clientes empresariais, aplicamos agora esta experiência para reforçar a resiliência aos incêndios na região de Coimbra, em Portugal. Este projeto tem um forte potencial de expansão para outras regiões e países que enfrentam riscos semelhantes”, afirmou Oleksii Shchehliuk, Diretor-Geral da EOSDA.
Ao longo do projeto de 12 meses, a monitorização florestal poderá atingir até 90% de precisão na identificação de áreas de risco de incêndio, o que poderá contribuir para uma redução de até 30% no número de incêndios. Uma maior precisão na monitorização poderá também ajudar as equipas de prevenção e resposta a atuar de forma mais eficaz. Como resultado, até 25.000 hectares por ano poderão ser preservados apenas na Região de Coimbra, que serve como área piloto.
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