Coimbra

São cada vez mais as famílias a precisar da ajuda ao Banco Alimentar de Coimbra (com vídeo)

Zilda Monteiro | 2 anos atrás em 22-11-2022

O número de famílias que pede ajuda ao Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra tem vindo a subir nos últimos meses. Só entre julho e setembro, foram mais de 60 as que recorreram à instituição pela primeira vez e, no total, são já cerca de 11 mil os beneficiários do apoio que assegura a quem se depara com situações de grande carência económica.

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João Paulo Craveiro, eleito a 9 de novembro presidente da nova direção do Banco Alimentar de Coimbra (iniciará funções no início de janeiro), explicou ao Notícias de Coimbra que só através da Rede de Emergência Alimentar são ajudadas 600 famílias.

Criada para responder às dificuldades que surgiram com a pandemia da covid-19, esta Rede continua a assumir-se como uma resposta fundamental para quem se depara com dificuldades económicas. Neste caso, as pessoas podem pedir ajuda diretamente ao Banco Alimentar, inscrevendo-se na sua página da internet. Confirmada a necessidade, são depois encaminhadas para as localidades onde residem, passando a ser contempladas com alimentos, que lhes são entregues através das instituições.

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No caso de Coimbra, a distribuição dos alimentos é feita através de 117 instituições do distrito. Destas, 68 têm protocolo com o Banco Alimentar, de quem recebem donativos todos os meses, participando também elas nas duas campanhas de recolhas de alimentos que são promovidas, todos os anos, em vários supermercados do distrito.

“No ano passado, entregámos 350 toneladas de alimentos por estas 117 instituições, o que dá cerca de 30 toneladas por mês”, explicou João Paulo Craveiro.

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Deste ano ainda não há números dos donativos mas é já evidente que são cada vez mais as famílias a precisar desta ajuda. À semelhança do que está a acontecer em todo o país, também o Banco de Coimbra se depara com esse aumento. Os últimos dados são referentes a julho, agosto e setembro e, de acordo com João Paulo Craveiro, mostram que houve uma média de cerca de 20 novos pedidos todos os meses, num total de mais de 60 apenas nesse período.

“As pessoas tentam evitar, ao máximo, pedir ajuda alimentar. Primeiro procuram fazer face a todas as despesas fixas mas depois o dinheiro já não chega para a alimentação”, conta. A “pobreza envergonhada” continua a ser uma realidade e, nos tempos atuais, “há muitas pessoas que, sem contar, se viram obrigadas a pedir ajuda”, já que os vencimentos não chegam para assegurar o cumprimento de todas as obrigações.

Comprovada a necessidade, são assegurados bens alimentares de longa duração e também perecíveis (como frutas, legumes e outros produtos) que são oferecidos por empresas e produtores, sempre numa filosofia de combater o desperdício alimentar e ajudar quem necessita.

As campanhas de recolhas de bens é apenas uma das ajudas. A grande maioria vem da “indústria solidária”, da Rede de Emergência Familiar e dos produtores. Esses donativos nacionais são distribuídos pelos 21 Bancos Alimentares do país, mediante o número de pessoas que cada um apoia. Para além das toneladas de alimentos doadas, a solidariedade surge também de outras formas, como apoios financeiros, ajuda nos transportes, seguros, entre outros. João Paulo Craveiro destaca também o apoio da Câmara de Coimbra, “muito importante para o funcionamento da instituição”.

Em todos os casos, os donativos chegam às famílias sempre através das instituições. Para a direção do Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra o importante é “conseguir assegurar sempre apoio a quem precise”. Neste momento de crise, marcada pela inflação e subida contínua e imprevisível dos preços, quer levar essa “mensagem de esperança” a quem vive tempos de maiores dificuldades, contando para tal com a solidariedade de todos.

No próximo fim de semana, 26 e 27 de novembro, a população é novamente chamada a ajudar, associando-se à campanha de recolha de alimentos que vai decorrer em mais de 50 supermercados do distrito de Coimbra. Quem não tiver oportunidade de participar e tiver possibilidade de ajudar, pode fazê-lo ainda através do vale/online, campanha que decorre de 24 de novembro a 4 de dezembro.

Saiba mais sobre esta campanha no site do Notícias de Coimbra.

Veja o vídeo do direto NDC:

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