Coimbra

Santana Lopes quer tramar autarcas que não sabem apagar fogos

Notícias de Coimbra | 11 anos atrás em 29-08-2013

O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Pedro Santana Lopes, defendeu hoje a responsabilização dos autarcas na prevenção dos incêndios, nomeadamente obrigando os proprietários a limpar as matas.

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“Já há leis que cheguem, resoluções que cheguem, planos que cheguem (…), já temos tudo, falta é dizer quem manda, quem é o principal responsável”, afirmou Pedro Santana Lopes, defendendo que “tem ser quem está junto da terra”.

Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, Pedro Santana Lopes abordou brevemente a questão dos incêndios, lembrando a sua experiência enquanto presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, concelho com 84 quilómetros quadrados.

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Nessa altura, recordou, enquanto esteve à frente da autarquia, foram constituídas equipas que se espalharam pelos pontos altos do concelho e asseguravam vigilância 24 horas por dia.

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“Os presidentes de câmara é que têm de obrigar as pessoas à limpeza das matas e têm depois que alertar para o poder central dizer: ´a direção-geral tem esta quinta ali nesta território, esta mata não está limpa, notifiquei, continua por cumprir’. Fica registado, responsabilização em termos contra-ordenacionais, mas também criminais de quem não o faz”, disse.

Pois, continuou, é impossível a quem está em Lisboa, seja na direção nacional da florestas ou na autoridade nacional de proteção civil, “chegar aos sítios todos do país”.

“É revoltante, é motivo de raiva, Portugal não pode continuar a arder”, sublinhou, acrescentando que “o Estado tem de se deixar de conversa”.

A este propósito, o antigo primeiro-ministro e ex-líder social-democrata deixou ainda um apelo aos alunos da Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide, para que nas suas terras ajudem a convencer os autarcas que “as autarquias que podem dar um grande contributo para resolver, se o Estado central quiser, esta chaga dos incêndios”.

Esta manhã, quase 1.200 bombeiros estavam no terreno no combate aos 11 maiores incêndios florestais, a maioria dos quais nos distritos do Porto e de Braga, com a zona do Caramulo a continuar a mobilizar mais meios.

Na página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil registava-se duas frentes ativas no fogo no Caramulo, concelho de Tondela (Viseu), estando no local 499 operacionais, dos quais 452 bombeiros.

Para o local foram destacados 139 viaturas e cinco meios aéreos.

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