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Santana Lopes diz que Centro de Artes e Espectáculos foi “pedrada no charco”

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O presidente da Câmara da Figueira da Foz considerou hoje que o Centro de Artes e Espetáculos (CAE), que faz 20 anos, representou um “virar de página” na região Centro e uma “pedrada no charco” do centralismo português.

“O CAE é um caso de grande e enorme sucesso e não é por ter ultrapassado um milhão de visitantes. Na região Centro, a Figueira da Foz ter um equipamento com esta qualidade é uma pedrada no charco no centralismo português”, disse à agência Lusa Pedro Santana Lopes.

O autarca, responsável pela sua construção na primeira passagem pela presidência daquele município, salientou que aquele equipamento veio permitir aos figueirenses “ter direito ao mesmo que as pessoas de Lisboa e do Porto veem, às grandes produções e aos grandes nomes da arte e do espetáculo do mundo”.

Para o presidente da Câmara da Figueira da Foz, construir um equipamento cultural com a qualidade do CAE, “num país que só olha para Lisboa e pouco mais, representou um virar de página para toda a região”.

“Acho que a melhor maneira de pensar o que representa o CAE é fazer a pergunta ao contrário, o que seria a Figueira se não houvesse o CAE?”, enfatizou Pedro Santana Lopes, que em setembro foi eleito para a presidência do município à frente do movimento Figueira a Primeira.

Segundo o antigo primeiro-ministro, “as pessoas sabem que o CAE faz parte do dia-a-dia da Figueira da Foz, para muitos e muitos figueirenses, nos grandes espetáculos, nas festas de colégios, na formação, para as escolas, nas representações e, mais importante, para os grandes nomes que vêm de fora ou do concelho e para as coletividades com mais dificuldades”.

“Acho que é de manter esta linha, principalmente quando há uma preocupação neste mandato na área da cultura, que passa pelo desenvolvimento da formação musical”, frisou o autarca, salientando que o CAE “tem de ter uma ligação cada vez maior com as escolas, à juventude e às novas gerações” para o desenvolvimento de “altos valores”.

Considerando que isso já está a acontecer na área do teatro e da música, Santana Lopes entende que “é preciso fazer mais para mudar o panorama do futuro e termos as novas gerações a gostar de arte e de cultura”.

“O projeto de futuro é continuar a ser fiel à ideia inicial”, sublinhou.

Para assinalar as duas décadas de existência do CAE, o município da Figueira da Foz preparou uma programação especial, com a realização de diversos eventos para variados públicos, que começa com um concerto de Matias Damásio no dia 01 de junho, às 21:30, no Parque das Abadias.

Na mesma data, em que se comemora o Dia Mundial da Criança, é exibida, no Grande Auditório, a peça infantil “Feliz Aniversário”, pelo Teatro Infantil de Lisboa, com sessões pelas 10:30 e 14:30.

No mesmo dia, pelas 18:30, serão inauguradas as exposições “Um Projeto com Memória”, tendo por base os estudos para o edifício do arquiteto Luís Marçal Grilo, “Luz para as Abadias” e “Luz para as Abadias – 20 Anos Depois”, ambas da autoria da fotógrafa Luísa Ferreira, que estarão patentes até 28 de agosto.

O programa de comemorações estende-se até ao dia 17 de junho, com várias atividades culturais.

O CAE possui dois auditórios, com 200 e 800 lugares, anfiteatro exterior, foyer, salas de apoio, estúdios e quatro salas de exposições, estando situado junto ao Parque das Abadias e ao Museu, Biblioteca e Arquivo Municipal.

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