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Salvo douta opinião não foi um debate para meter a Ordem a Direito

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É do domínio público que as nossas emigradas meninas têm imensos fãs junto da advocacia distrital, por isso, apesar de também já não termos mordomo para toda a obra, fomos notificados para enviarmos um pescador de pérolas ao debate para a eleição do líder da Ordem dos Advogados (OA) que decorreu esta noite de quarta no Casino Figueira.

Havia que descobrir quem vai  suceder ao actual Bastonário, também conhecido pelo Octávio Machado da Justiça, pois acusa, acusa, acusa, mas nunca concretiza. A resposta não é fácil e terá que ficar para outra crónica, onde até podemos contar que 4 dos 6 candidatos se licenciaram na Universidade de Coimbra.

Apesar do comendador Américo Amorim não cobrar bilhete, a sala do velho Peninsular recebeu bem menos público  do que aquele que outrora foi ouvir Pinto da Costa.

Como diria um qualquer enviado especial de um jornal desportivo, a moldura humana andava pelas 20 dúzias, mais homens que mulheres (É mesmo verdade que há mais advogadas do que advogados?), a maioria a viver a ternura dos 40 e a beber água sem gás. Não sabemos se foi oferta, uma vez que o nosso repórter oculto teve imenso gosto em pagar a  sua Coca-Cola aditivada, que foi barata, se a transacção for comparada com os 90 cêntimos que o Caçarola cobra por um café…ao balcão. Ainda dizem que o do Santa Cruz é caro…

Diz a tradição que não há debate no Casino da praia da claridade que tem a câmara mais transparente sem a moderação de Fátima Campos Ferreira (sim, é mais elegante ao vivo), sempre bem acompanhada por Domingos Silva, o ilustre administrador do espaço.

Como quase sempre nesta coisa de bate-papos há prós e contras, Fátima não conseguiu o milagre de meter a sua rádio e televisão de Portugal a fazer horas depois do jantar, pelo que o exclusivo televisivo ficou por conta do Correio da Manhã TV e a  da Justiça TV, o que deve dar para ter uma visão entre o popular e o intelectual, apesar de O Sexo e a Cidade não ter dados sobre a bela representante do canal ligado à Data Juris.

E o debate, pergunta o/a eleitor/a jurista que preferiu ficar em casa a ver as novelas enquanto estudava o preço dos códigos?

Só visto, só visto, mas andou entre a lama, o lamaçal e o lodo. Não, não somos nós que estamos a afirmar (hoje não escrevemos para sermos processados), são mesmo expressões bastante usadas pelos putativos sucessores de Marinho Pinto, o tal que acha que o exercício da profissão é quase incompatível com tudo, mas que acumulou a carteira de jornalista com a de advogado, o que  também não sendo ilegal, dava pano para mangas de várias togas.

Deu para ver e ouvir que a mirandelense Elina Fraga, companheira do amarantino Marinho na actual direcção da Ordem (é o lobie do Marão?), é a sua voz e mesmo que não desse para “ouver”, Jorge Neto, Raposo Subtil, Guilherme Figueiredo, Jerónimo Martins (o mais divertido, ainda será parente do patriarca do Pingo Doce) e Vasco Marques Correia fizeram questão de o recordar de forma mais ou menos elegante.

Não, não estamos aqui para julgar o 1, 2, 3,4 0u o 6, mais não seja porque com ou sem  experiência de barra por cima do velho ou novo  acordo ortográfico, preferimos a  leitura de  um acórdão muito sintético a decretar pena suspensa para todos, pelo menos até ao dia das eleições de 29 de novembro.

Já se pode concluir que o Direito andou por conversas tortas, com a moderadora a querer que todos se tratassem por tu e os candidatos a Bastonário a preferirem o Dr, o Sr, o Só tor,  o que dá sempre um ar mais sério, com ou sem (ex)citações,  na hora de bater forte e feio no colega (é mais ou menos como nos tribunais, mas aqui a juíza veio de fora).

A maior parte das intervenções dos candidatos masculinos (alguns são mais vaidosos e convencidos que o CR7, mas a maioria não chega a Roberto) serviu para dizerem cobras e lagartos dos  mandatos de Marinho e Pinto (mais primeiro do que do actual), que, segundo grande parte dos jogadores, perdão, dos concorrentes, derrete bastante dinheiro da OE em boletins, almoços, estudos, vencimentos, auditorias e obras de arte, tudo desculpado pela actual vice-presidente, sempre muito lesta a defender o seu actual nº 1.

Falou-se das sociedades de advogados, de ricos e pobres, de aristocracia, velhos e novos, de jovens e velhos e todos piscaram o olho às mulheres advogadas, sem distinguirem as pitas das cotas, mas prometendo ter em atenção as quotas, que muitos não conseguem pagar.

Claro  que todos defendem a advocacia individual, o profissional liberal. Percebe-se. O irradiado Vale e Azevedo se andasse por cá teria dito que um advogado é um voto e um voto é um advogado.

É óbvio que todos prometem ir até ao fim, mesmo que uns tivessem passado a noite a namorar os outros, sem olharem a género, o que até deu para animar a plateia quando se chegou a falar em dois com uma, sem malícia, sem malícia, que entre os advogados e advogadas só se fala em trabalho.

Resta recordar que o evento começou com “uma introdução de 5 minutos” e  que teve quase o mesmo tempo de alegações finais, tudo mais ou menos controlado por FCF. A plateia não teve direito a perguntas, mas mesmo assim foram 3 horas a ouvir doutas opiniões. Foi um debate corpo a corpo, como sentenciou a moderadora residente, inspirada nas lutas passadas de Marinho e Pinto, que, como não esteve presente, deve estar por aí com as orelhas a arder em lume pouco branco.

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