Região

Saiba quais são os troços da A14 e A17 que vão estar isentos de pagamento

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 03-02-2026

 As isenções de portagens, durante uma semana, para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin abrangem quatro troços com origem e destino em nós das autoestradas 8, 17, 14 e 19, esclareceu hoje o Governo.

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A medida terá início às 00:00 de quarta-feira e durará até às 24:00 de 10 de fevereiro, terça-feira, dois dias após a conclusão da declaração da situação de calamidade, acrescentou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação (MIH).

Numa nota, o MIH indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na autoestrada 8 (A8), entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o Nó de Ançã, e na A19, entre o Nó de Azoia e o Nó de São Jorge.

“O tráfego que atravesse as autoestradas entre os nós acima referidos não será isentado”, esclareceu o Governo, destacando que a medida pretende “apoiar a deslocação de materiais e de voluntários para estas regiões do país”.

Na nota, o Governo salientou a “rápida operacionalização da medida” por parte das concessionárias e agradeceu à Brisa, Autoestradas do Atlântico, Brisal e IP a disponibilidade “para acomodar parte dos custos desta isenção”.

O primeiro-ministro anunciou hoje de manhã a isenção de portagens durante uma semana nas zonas afetadas pela depressão Kristin, durante uma visita a uma empresa de Pombal.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.

No mesmo sentido, a Câmara de Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na A14, enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.