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Política

Rui Rio subscreve críticas das populações ao combate ao incêndio de Castro Marim

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O presidente do PSD subscreveu hoje, no Algarve, as críticas das populações à atuação dos bombeiros no combate ao incêndio de Castro Marim assumindo que houve “falta de capacidade de comando”.

Rui Rio, que falava à margem da inauguração da sede de campanha do candidato à Câmara de São Brás de Alportel (Faro), afirmou que houve “erros graves” no combate ao incêndio que afetou 6000 hectares depois de ter ouvido os relatos dos populares numa visita que efetuou de manhã às áreas ardidas no concelho de Castro Marim.

“Dá-me ideia que há uma notória falta de planeamento, mas acima de tudo uma notória falta de capacidade de comando”, afirmou.

O responsável destacou o facto de, “a dada altura”, o incêndio ter sido dado como dominado “quando não estava nada dominado e depois foi um problema porque ele se tornou muito maior do que poderia ser”.

Rio referiu outro relato de uma casa que “ardeu toda” com os populares a afirmarem que “a meia dúzia de metros” estavam os camiões cisterna dos bombeiros mas “não havia ordens para abrir a água” e apagar o fogo e “ardeu tudo”, casa, bens e carros.

O responsável defendeu que tem de haver uma “cadeia de comando diferente” para que a opinião de quem está no terreno “conte” a quem está “lá longe” a coordenar as operações “sem o conhecimento exato do que em cada momento exato está a acontecer”.

“Ter os camião cisterna ao lado e não começar a apagar o fogo porque ainda não veio a ordem para poder utilizar a água naquela situação concreta, é algo que nenhum português há de entender”, realçou.

Afirmando que não é a primeira vez que ouve estas críticas, Rui Rio assumiu que estas lhe pareceram “mais incisivas, diretas e mais lógicas e ordenadas” sendo mesmo mais “objetivas e em uníssono” do que costuma ouvir e muito diferente dos habituais “queixumes”.

Algo que diz contrastar com as palavras da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, que criticou por ter vindo ao terreno afirmar que “podia ser pior”, quando foi “brutal” a área de território ardida, notou.

Contactado pela Lusa sobre as críticas das populações, o Comandante Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esclareceu que “ao contrário do que foi dito” quando o incêndio foi dado como dominado a meio da manhã do dia 16, não foram retirados meios, mas sim “projetados meios diferenciados”.

“Antes de haver a reativação foi quando saíram os meios aéreos pesados”, realçou.

Vítor Vaz Pinto explicou ainda que um incêndio é dado como dominado quando é “travada a sua progressão”, adiantando que não significa que não possa haver reativações, como neste caso, que teve “seis reativações”.

Quanto às críticas da linha comando esclareceu que existem três níveis – estratégico, tático e de manobra – cabendo a cada um implementar no terreno o plano estabelecido, cumprindo a missão que lhe é confiada “da forma que achar mais adequada”.

“As pessoas às vezes pensam que o Comandante de Operações de Socorro é quem dá as ordens diretas ao bombeiro para abrir ou fechar a mangueira, não é isso que se passa”, conclui.

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