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Política

Rui Rio avisa que negociar com o PS é “sempre na corda bamba”  

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O presidente do PSD alertou hoje que negociar com o PS “é sempre na corda bamba”, aludindo ao exemplo recente da Câmara Municipal de Lisboa, e manifestou preferência por acordos escritos.

No final de mais um contacto com a população em Santa Maria da Feira (no distrito de Aveiro), Rui Rio foi confrontado com declarações de António Costa, segundo as quais se limitava a acenar e a sorrir às pessoas e não apresentava o seu programa.

“Acho que está um bocado desnorteado, se há coisa que fazemos diferente do PS é que eles fazem vulgares comícios – em que o dr. António Costa trata de deturpar as propostas dos outros – enquanto nós fazemos sessões onde divulgamos as nossas propostas na economia, ambiente, hoje justiça”, salientou, referindo-se às sessões de esclarecimento diárias de final de tarde, a que o partido chama “Conversas Centrais”.

Rui Rio acusou o PS de “falta de coerência” e apontou o recente exemplo da Câmara de Lisboa, em que os socialistas anunciaram que iriam viabilizar o orçamento municipal e depois pediram um adiamento devido a alegados erros no documento.

“Isto comprova que negociar com o PS é sempre na corda bamba, diz uma coisa e rapidamente faz outra, quando faz isto na principal câmara do país, facilmente faz também no Governo”, alertou.

Ainda assim, Rio mantém a disponibilidade para negociar com os socialistas, mas reiterou que “quem vai decidir é o povo português”.

“Se houver uma maioria à direita, se fizermos os 116, é preferencial, se não, tenho de me mexer no quadro parlamentar que o povo português entender”, afirmou.

Questionado se corre o risco de ter de ‘governar à Guterres’ (negociando diploma a diploma), Rio admitiu que é uma possibilidade se os outros partidos não quiserem negociar de uma forma mais estável, e, perguntado se seria preferível um acordo escrito, respondeu afirmativamente.

“Obviamente com papel assinado é mais – ia dizer civilizado – é mais forte e melhor do que ’31 de boca’”, afirmou.

Questionado sobre a absolvição do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, no processo Selminho, Rio recusou comentar o caso, remetendo-o para “a concelhia local ou os vereadores municipais”.

Perante a insistência dos jornalistas de que tinha sido visado nas declarações do autarca, Rio disse: “então é que não respondo mesmo”.

O presidente do PSD escusou-se também a responder se a entrevista do ex-primeiro-ministro José Sócrates em plena campanha beneficia o PSD, limitando-se a repetir que a hipótese de uma maioria absoluta de qualquer partido é “próxima do zero”.

Perguntado se, a meio da campanha eleitoral, tem uma convicção crescentes de que o PSD pode ganhar as eleições, Rio foi categórico: “Tenho”.

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