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Política

Rodeado de críticas, António Costa aponta à direita e PCP na reta final da campanha

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PSD e CDS insistiram hoje nas críticas ao secretário-geral do PS e primeiro-ministro, apelando a um “castigo” nas urnas, enquanto António Costa considerou que seria uma “tragédia” para municípios liderados por PSD ou PCP terem os seus partidos no Governo.

No último dia de campanha eleitoral par as autárquicas de domingo, o presidente do CDS afirmou que o líder socialista pode tirar a gravata, mas o discurso continua igual.

Francisco Rodrigues dos Santos, que falava aos jornalistas durante uma arruada na Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), considerou que António Costa, “para além de um Pai Natal antecipado para os portugueses, que promete tudo a todos, agora também é um consultor de moda que procura que os portugueses interpretem a qualidade em que se dirige a eles através do uso de um acessório pendurado no pescoço”.

“Isto é brincar com os portugueses. Eu diria que com gravatas e bolos se enganam os tolos, e acho que este PS e este primeiro-ministro têm de ser castigados em urnas já neste ato eleitoral marcado para domingo”, frisou.

Já o líder do PSD manifestou-se confiante num bom resultado nas eleições autárquicas, reduzindo o número de câmaras lideradas pelo PS “não em duas nem três”, mas “mais do que isso”, de forma “que se veja”. Rui Rio acusou o PS de deixar o país “arrastar-se” e nada querer mudar, e referiu que os socialistas proporem ruturas “é a mesma coisa do que ir ter com o peru pedir para votar no Natal”.

Criticando o PS pela “metralhadora” de promessas eleitorais usadas durante a campanha que hoje termina, Rio, nos Açores, desafiou os eleitores a, no domingo, votar contra “quem em campanha promete muito e depois de eleito não faz nada”.

Também a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, apontou a mira a Costa, afirmando que o Governo podia ter travado o encerramento da refinaria da Galp, em Matosinhos, e que o argumento climático usado como justificação “não faz sentido”.

Rodeado de críticas, António Costa preferiu sublinhar que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na quinta-feira mostram que, apesar da “brutal queda” do Produto Interno Bruto (PIB), “é com solidariedade e não com austeridade” que se responde às crises.

Em campanha por Odivelas, antes de ter de ir tratar de um dente que lhe pregou “uma partida”, Costa recorreu a estes dados para mostrar como a resposta que o seu Governo deu à atual crise económica foi “exemplarmente diferente daquela que a direita deu na crise anterior”.

Mais tarde, numa arruada no Chiado, acompanhado pelo atual presidente de Lisboa e recandidato Fernando Medina, Costa perspetivou a “tragédia que seria para os municípios liderados PCP e pelo PSD se eles estivessem no Governo”, considerando que a desvalorização que os dois partidos fazem do Plano de Recuperação e Resiliência é “completamente absurda”.

O socialista advertiu que um triunfo, nas eleições deste domingo, da coligação liderada pelo PS em Lisboa é “fundamental” para dar continuidade às mais importantes políticas nacionais, como a habitação e os transportes.

Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, mostrou-se confiante no aumento do número de mandatos em municípios e freguesias nas eleições de domingo e criticou a “política espetáculo” que subverteu a discussão autárquica durante a campanha.

Já a porta-voz PAN, Inês Sousa Real, afirmou hoje, em Braga, que, para o partido, uma vitória nas autárquicas de domingo seria a eleição de vereadores, algo até aqui nunca conseguido.

O dia ficou também marcado por algumas declarações relacionadas com o futuro do PSD e do CDS, com Francisco Rodrigues dos Santos a dizer que não está “minimamente preocupado” com a próxima reunião magna do partido, na qual a liderança pode ser disputada, afirmando “que se lixe o congresso”. Por seu turno, o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro defendeu que este partido vai a jogo para ganhar nas autárquicas e que, depois de domingo, a direção terá de fazer uma reflexão na qual não se exime de participar.

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