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Ritmo de mudança para mercado livre de eletricidade abranda em março devido à pandemia

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O ritmo de mudança dos consumidores para o mercado livre de eletricidade foi em março “dos mais baixos desde 2012” devido à pandemia, registando-se um aumento líquido de 9,7 mil clientes, ou 2,7%, face mês homólogo.

De acordo com o Boletim do Mercado Liberalizado de Eletricidade publicado hoje pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o mercado livre (ML) alcançou em março um total acumulado de cerca de 5,3 milhões de clientes, permanecendo no mercado regulado (MR) cerca de um milhão de clientes.

No mês em análise, 19.151 clientes passaram a ser fornecidos por um comercializador do ML (média diária de cerca de 618 clientes), tendo 4.536 transitado do mercado regulado e 14.615 entrado diretamente para as carteiras de comercializadores em regime de mercado.

“O impacto da pandemia é visível nestes valores, sendo dos mais baixos registados desde 2012”, nota o regulador, reportando ainda um total de 41.934 mudanças de carteira entre comercializadores no ML.

Por outro lado, em virtude dos regulamentos de medidas excecionais, cessaram contrato no mercado 9.219 clientes sem que tenham celebrado outro contrato de fornecimento, “o mais baixo dos últimos seis anos”.

Ao mercado regulado regressaram 254 clientes, decorrendo da possibilidade dos consumidores domésticos de eletricidade optarem pelo regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas.

“Ainda assim – nota a ERSE – o número de clientes em atividade no ML aumentou em 9.678”.

Em termos de movimentos ocorridos em março, o regulador diz ser “notória a importância do segmento doméstico na captação efetuada pelos comercializadores no ML”, acrescentando que, “nas mudanças em termos de consumo, o segmento dos clientes industriais também apresenta valores significativos”.

No que se refere ao consumo, registou-se em março um aumento de 13 GWh (Gigawatt) face a fevereiro de 2020, atingindo 43.499 GWh no mercado livre, o que representa um acréscimo de 0,03% quando comparado com o mês anterior e de 0,5% face ao homólogo.

O consumo no mercado livre representava, em março, 94,7% do consumo total registado em Portugal continental.

De acordo com a ERSE, “a quase totalidade dos grandes consumidores está já no mercado livre”, enquanto a percentagem de domésticos atingia em março cerca de 88% do consumo total do segmento, face aos cerca de 86% registados no mês homólogo.

Analisando a evolução das quotas de mercado, a EDP Comercial manteve em março a sua posição como principal operador no mercado livre tanto em número de clientes (78%), como de consumo (41%).

Relativamente a fevereiro, a sua quota diminuiu 0,2 pontos percentuais em número de clientes, situação que já vem a ocorrer desde março de 2019. Em termos de consumo, a sua quota também apresentou uma redução de 0,2 pontos percentuais relativamente ao mês anterior.

No segmento de clientes industriais, a Endesa manteve em março a sua liderança (24%), apresentando uma diminuição de 0,1 pontos percentuais da sua quota de mercado.

O segmento dos grandes consumidores continua a ser liderado pela Iberdrola (26%), que aumentou as suas quotas em 0,5 pontos percentuais face a fevereiro de 2020.

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