Coimbra

Rio Ceira continua a subir e volta a inundar casas no Cabouco

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 10-02-2026

 O rio Ceira, no concelho de Coimbra, voltou a subir durante a tarde de hoje, inundando várias casas no Cabouco, de onde os habitantes já tinham sido retirados aquando das primeiras inundações, disse o presidente da Junta.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Ceira, Fernando Almeida, explicou que o rio avançou cerca de 30 metros durante a tarde de hoje.

“Tinha estado aqui a seguir ao almoço, pelas 14:30, e a água avançou para aí uns 30 metros. Em altura não sei precisar quanto subiu, mas em comprimento eu conseguia andar mais de 30 metros e agora já tem água”, detalhou.

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Fernando Almeida encontrava-se, pelas 18:00, na rua da Lomba, no Cabouco, no local onde costumam ocorrer as inundações.

“Neste sítio acontece sempre, as pessoas já sabem que é assim e só duas ou três é que ficam nas suas casas, que são altas. Aí a água não chega, nem que suba para aí um metro, têm os andares de cima: ficam por livre vontade, têm alimentação e não estão em perigo”, referiu.

A maior subida dos níveis de água do Rio Ceira registou-se “há cerca de 15 dias, com a tempestade Kristin”.

“Subiu em altura mais ou menos um metro! Na semana passada também subiu, mas não foi tanto”, descreveu.

De acordo com o autarca, o Rio Ceira deverá subir ainda mais nas próximas horas, perspetivando “uma noite muito trabalhosa”.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.