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Coimbra

Requalificação de açude em Góis dá início a projeto de gestão da bacia do Rio Ceira

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A requalificação de um açude em Góis será a primeira obra a realizar no âmbito do projeto de gestão da bacia hidrográfica do Rio Ceira, que foi hoje apresentado e que representa um investimento de 2,6 milhões de euros.

“A primeira obra será num velho açude que é urgente requalificar, dentro da vila de Góis. Vão fazer uma intervenção com materiais autóctones em toda a margem”, explicou à agência Lusa a presidente da Câmara Municipal de Góis, Lurdes Castanheira.

A obra no açude de Santo António, que deverá ser executada “em três ou quatro meses”, servirá para regularizar as margens do rio e construir uma escada de peixe.

“Não conseguimos suster o peixe, devido à irregularidade do rio, às próprias alterações climáticas e às novas espécies marinhas predadoras”, referiu Lurdes Castanheira, acrescentando que na zona “há uma concessão de pesca desportiva e é também um atrativo no concelho de Góis”.

A autarca lamentou que, devido à pandemia de covid-19, o projeto de gestão da bacia hidrográfica do Rio Ceira face às alterações climáticas tenha sofrido “um certo atraso”.

“No ano de 2020 esperaríamos uma outra execução que não foi possível. Vamos tentar ganhar tempo no ano 2021”, frisou.

O projeto vai desenrolar-se até 2023, estando neste momento em curso “adjudicações, particularmente à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, da parte académica, de estudos e consultoria”, acrescentou.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino, frisou que a bacia do Rio Ceira é “um dos recursos naturais a preservar e dotar de mecanismos que aumentem a sua resiliência”.

É neste âmbito que os municípios de Arganil, Góis, Lousã e Pampilhosa da Serra participam como parceiros no projeto de gestão da bacia hidrográfica do Rio Ceira face às alterações climáticas, com a Agência Portuguesa do Ambiente, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e a Direção Norueguesa de Proteção Civil.

A CIM “integra este projeto como parceiro executor das ações delegadas pelos municípios, fazendo uso da sua experiência em execução de projetos deste género e dando cumprimento aos objetivos de coesão territorial, reforço da solidariedade intermunicipal e racionalização dos recursos disponíveis”, explicou.

Segundo José Carlos Alexandrino, à CIM caberá “a concretização dos projetos de reabilitação de infraestruturas hidráulicas como os açudes, de regeneração da galeria ripícola e de contenção de espécies exóticas invasoras, assim como de reabilitação das infraestruturas socioculturais, como sejam as levadas, muros ou moinhos”.

“Todos temos bem presente a tragédia dos incêndios de 2017 que devastaram este território e os seus recursos e que tornaram evidente que é necessária uma nova abordagem na preparação e gestão do território para os desafios do século XXI, muito em particular para o desafio das alterações climáticas”, realçou.

O autarca avançou que “foi já iniciado um procedimento para realização de um estudo de viabilidade para um percurso ciclável ao longo do Rio Ceira, desde Coimbra até à sua nascente na Serra do Açor, contribuindo para a preservação dos seus recursos, mas também da sua visitação e usufruto, e como meio de desenvolvimento destes territórios”.

“Este percurso insere-se numa visão integrada de todo o território da região”, acrescentou.

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