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República dos Pyn-Güyns solicita reconhecimento como entidade de interesse histórico

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O executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai analisar e votar, na sua reunião de 2 de julho, uma proposta para o eventual reconhecimento da Real República dos Pyn-Güyns como entidade de interesse histórico e cultural ou social local.

Caso se verifique a aprovação por parte do executivo camarário, a decisão deve ser submetida a um período de consulta pública, de 20 dias, para que, por fim, seja elaborado o relatório final. Até ao momento, a CMC já aprovou a intenção de reconhecer as Repúblicas dos Fantasmas, Rápo-Táxo, Farol das Ilhas, Prá-Kys-Tão e dos Inkas como entidades de interesse histórico, e várias outras já apresentaram as suas candidaturas, que estão a ser alvo de análise técnica.

A Real República dos Pyn-Güyns apresentou a candidatura no fim do mês de abril.

Trata-se, pois, de uma República que teve início em 1954 e um forte impacto na história local, pois a sua sala de jantar serviu para muitas reuniões durante a Crise Académica de 1969. O presidente da Associação Académica de Coimbra era, na altura, Alberto Martins, repúblico da Real República dos Pyn-Güyns e uma figura marcante na luta estudantil. E muitos dos estudantes com participação ativa nessa luta dos anos 60 eram moradores da Real República dos Pyn-Güyns, como por exemplo Januário Pinheiro, Décio Sousa, José Bandeira, Baltazar Ribeiro, Rui Namorado, José Cândido Rodrigues, Rui Jorge, Luís Namorado, Augusto de Vasconcelos, Aberto Martins e Jorge Ventura.

A Real República dos Pyn-Güyns apresenta evidências suficientes para a validação dos parâmetros exigidos por lei, pelo que os serviços municipais propõem a aprovação da sua candidatura. Recorde-se que a CMC aprovou, na sua reunião de 5 de março, uma ficha de candidatura para a instrução de processos de reconhecimento e proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, de forma a auxiliar os estabelecimentos que pretendessem ver efetivado esse reconhecimento. O objetivo passa, pois, por simplificar o procedimento, para que os estabelecimentos que se enquadrem nas categorias previstas na lei possam desencadear, com maior celeridade e simplicidade, o seu processo de pedido de reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local.

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