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Coimbra

Reitor de Coimbra critica demora do Governo em dar aval à construção do edifício UC Biomed

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O reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, criticou hoje a demora do Governo em dar luz verde para se iniciar a construção do edifício UC Biomed, que vai albergar o Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA).

“Encontramo-nos há algum tempo à espera de que o Conselho de Ministros dê luz verde para que se iniciem os procedimentos concursais que levarão à construção do edifício do UC Biomed. Neste mega projeto, estamos literalmente a correr contra o tempo, razão pela qual espero que, interna e externamente, todos os responsáveis percebam que é o país que fica em causa caso não consigamos cumprir com os nossos compromissos”, afirmou Amílcar Falcão, que discursava na cerimónia do 731.º aniversário da instituição.

O edifício será construído de raiz no Polo III da Universidade de Coimbra, onde estão as faculdades de Farmácia e de Medicina, estando previsto um investimento de cerca de 18 milhões de euros para albergar o primeiro Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento do Sul da Europa, focado no estudo dos processos biológicos do envelhecimento.

Durante a cerimónia do Dia da Universidade de Coimbra, que decorreu inteiramente por via digital devido à pandemia, o reitor da instituição defendeu também a necessidade de as universidades não serem impedidas de apresentarem candidaturas competitivas “independentemente das áreas consideradas”.

“Alguém compreende que a Universidade de Coimbra não possa ter acesso a financiamento competitivo, a par de outras entidades públicas e privadas, em áreas como a saúde, o ambiente, a energia, a digitalização ou o património?”, questionou.

Amílcar Falcão recordou a “avalanche” de fundos que Portugal irá receber nos próximos anos, considerando que “o país só conseguirá atingir os seus objetivos se optar por um planeamento profissional, uma execução rigorosa, auditorias seletivas e sanções dissuasoras”.

“Isto só se consegue colocando pessoas experientes nos lugares certos e não caindo na tentação do experimentalismo primário assente em filiações partidárias”, disse.

No seu discurso, o reitor da UC relembrou ainda o impacto da covid-19, seja nos tratamentos adiados, na saúde mental degradada devido ao confinamento, nos percursos escolares perturbados ou na perda de rendimentos e de empregos.

“Apesar de acreditar que nos esperam tempos difíceis, acredito igualmente que haverá esperança num mundo recuperado e renovado pela humanidade, alicerçado no crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, frisou.

A cerimónia contou também com a participação do cardeal José Tolentino Mendonça, que recebeu o Prémio Universidade de Coimbra deste ano.

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