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Reitor da Universidade de Coimbra lamenta falta de planificação do território nacional
Amílcar Falcão recordou um caso que “ainda hoje” o choca.
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No encerramento da conferência “Eventos Climáticos Extremos”, que se realizou na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), o docente reconheceu que a questão das alterações climáticas não pode ser usada “como desculpa” para muitos dos problemas que existem atualmente no Planeta Terra.
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Segundo o reitor, “alterações climáticas sempre houve no planeta Terra”. O que está a acontecer agora, disse, é “uma aceleração das alterações climáticas com as consequências que sabemos”.
Clique nas imagens e veja quem marcou presença na conferência




























Amílcar Falcão aproveitou a oportunidade para contar uma história que aconteceu com ele quando era vice-reitor da Universidade de Coimbra. Nessa altura, foi o representante da instituição nas reuniões que pretendiam ajudar a resolver o problema das Minas da Urgeiriça, no concelho de Nelas.
“Havia uma entidade nacional que tomava conta das minas no país e que estava a ser desmobilizada. E, então, estava a tentar passar para as autarquias a responsabilidade das minas para as autarquias”, recordou.
Sabendo-se da questão que opunha Nelas a Canas de Senhorim, a câmara e a junta andaram durante algum tempo a promover o jogo do empurra para saber quem iria ficar com essa responsabilidade. Acabou por ser a junta de Canas de Senhorim a ficar com essa missão.
Na volta que deram pelo local, houve oportunidade de conhecer a realidade local, principalmente a questão da radiação provocada pelo urânio.
Para tal, criaram um aterro “num buraco”, colocando depois umas lonas cuja duração média é de 80 anos.
“A verdade é que essa solução tem um potencial de desgraça enorme, porque se há uma racha, se há uma falha na lona, e aquilo é libertado em quantidades industriais, nós apanhamos com a radioatividade toda aqui em baixo”, frisou.
Veja o Direto NDC com Amílcar Falcão
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