Conecte-se connosco

Região

Região de Coimbra vai contar com 20 torres de videovigilância na prevenção de incêndios florestais (com vídeos)

Publicado

em

A apresentação do “Sistema Integrado de Videovigilância para a Prevenção de Incêndios Florestais” decorreu hoje no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, e contou com a presença da Secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, do presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino. Este projeto consiste numa colaboração entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Viseu Dão-Lafões, Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

Jorge Brito, Secretário Executivo da CIM Região de Coimbra, explicou que o sistema de prevenção de incêndios florestais conta com a instalação de 20 torres de videovigilância na totalidade da CIM Região de Coimbra com o objetivo de implementar um sistema robusto de apoio à decisão, aumentar a eficácia na deteção de incêndios rurais, reforçar a vigilância em áreas identificadas como zonas sombra, diminuir os custos associados ao desfecho dos meios para os teatros de operações, e gerir de forma equilibrada as ocorrências. Este sistema vai permitir ter uma cobertura de 85,6% do território da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, num plano composto por cinco fases, iniciado em março de 2021 e com a instalação das 20 torres prevista para junho de 2022.

José Carlos Alexandrino, presidente da CIM Região de Coimbra, lembrou o processo judicial sobre os incêndios de 2017 em Pedrógão Grande que decorre no Tribunal de Leiria, e que envolve como arguidos o ex-presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, o presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, Jorge Abreu e Valdemar Alves, respetivamente.

“Deixem-me dizer que a minha convicção é que este é o julgamento da vergonha em Portugal. Pergunto aqui, a qualquer um de vocês que está aqui, se havia alguma faixa de proteção de 100 ou 200 metros, quando uma pessoa via cair bolas de fogo, numa tempestade nunca vista, a um quilómetro, a dois quilómetros”, argumentou José Carlos Alexandrino

“Aquelas pessoas não morreram por causa das faixas de proteção, aquelas pessoas morreram porque foram incêndios com características que nunca tinham sido vistas em Portugal. Era um fenómeno novo, como quando nos acontecem determinados furacões”, acrescentou.

Patrícia Gaspar, Secretária de Estado da Administração Interna, refere na apresentação do sistema de videovigilância que “2017 foi um ano de viragem, foi um ano que ninguém queria ter vivido, mas foi um ano que nos permitiu aprender, que permitiu rapidamente reagir e perceber que o país precisava de um novo modelo para continuar a defender o património florestal”. Acrescenta que este projeto baseia-se em aprender a cuidar e valorizar o nosso espaço rural, a modificar os comportamentos e a gerir o risco de forma diferente.

Veja aqui o direto NDC da apresentação do sistema de videovigilância

 

Veja aqui o direto NDC com Patrícia Gaspar

 

Veja aqui o direto NDC no Centro de Coordenação de Cantanhede

Continuar a ler
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade