A maior Estação Náutica do país fica situada na Região de Coimbra, conta com 132 parceiros das mais variadas áreas e uma governança polinucleada, revelou hoje a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.
“Hoje é um dia histórico para a nossa região: ao recebermos formalmente a certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra não estamos apenas a receber um selo de qualidade, mas a afirmar a nossa identidade como o maior e mais diversificado destino náutico de Portugal. Esta conquista é o reflexo da ambição e cooperação dos nossos 19 municípios e é esta escala regional, que une o rio ao mar, que nos torna únicos”, destacou a presidente da CIM Região de Coimbra, Helena Teodósio.
A Praia Fluvial do Vimieiro, no concelho de Penacova, foi o palco escolhido para a cerimónia de certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra, que decorreu hoje, ao final da manhã.
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Na sua intervenção, o secretário executivo da CIM Região de Coimbra, Jorge Brito, explicou que a Estação Náutica “é essencialmente um agregador de todos os ativos” existentes, sendo esta certificação “uma ferramenta essencial para a criação e dinamização da indústria turística do território” e “um meio de valorização do património natural”.
“A governança desta Estação Náutica será feita com três polos. O polo da Costa Atlântica, que englobará os municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira; o polo Mondego – Agueira, que englobará Coimbra, Condeixa, Mealhada, Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova, Soure e Tábua; e o polo do Pinhal do Interior, com Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares”, informou.
A Estação Náutica da Região de Coimbra terá uma governança polinucleada, com o município da Figueira da Foz a coordenar o polo da Costa Atlântica, Mortágua a coordenar o polo Mondego – Aguieira, e a Pampilhosa da Serra a coordenar o polo do Pinhal Interior.
“Será esta a governança que estabilizámos, que nos comprometemos a implementar durante este processo que agora se inicia e que terá um conjunto de ofertas individualizadas, mas algumas delas que serão também elas transversais”, acrescentou.
De acordo com Jorge Brito, a Estação Náutica da Região de Coimbra contará com 132 parceiros, desde a administração pública, entidades do setor empresarial, entidades regionais de turismo, ensino, cultura, associações, agências de viagem e alojamento.
“Será um desafio, mas estamos todos conscientes de que estamos prontos e capacitados para o abraçar”, sustentou.
O secretário executivo da CIM Região de Coimbra evidenciou ainda que apesar do território ser disperso tem na água o elemento comum, com mais de 50 quilómetros de costa, 70 praias de costa e interior e áreas balneares, bem como 37 piscinas descobertas.
“A água e os recursos hídricos fazem parte da nossa identidade territorial. São força motriz daquilo que é a nossa economia regional e estão intimamente ligadas àquilo que é o DNA do nosso território e das nossas gentes”, apontou.
Ainda durante a cerimónia, a presidente da CIM Região de Coimbra assinalou que desde a adrenalina das ondas à serenidade da canoagem ou dos percursos pedestres ribeirinhos, a Região de Coimbra será “um destino para todo o ano”.
“A Estação Náutica da Região de Coimbra afirma-se, hoje, como a maior e mais abrangente estação náutica em Portugal. Ao integrar o mar, os rios, as albufeiras, as marinas e outras zonas balneares – e sem esquecer o porto e marina da Figueira da Foz, importantíssimos ativos -, esta estação náutica oferece uma diversidade inigualável de experiências: do surf, canoagem aos percursos ribeirinhos, funcionando como um motor estratégico de desenvolvimento sustentável”, concluiu.
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