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Região de Coimbra lança Academia Gastronómica para reforçar distinção europeia

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra vai promover, em 2023, um conjunto de iniciativas para reforçar o estatuto de Região Europeia de Gastronomia com que foi distinguida no biénio de 2021-2022.

Para “enfrentar novos desafios”, apostando num “crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, a Região de Coimbra apresentou hoje, em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, a Academia Gastronómica, um programa de formação e capacitação que tem as primeiras realizações em fevereiro e março.

“A Academia vai correr bem”, disse em conferência de imprensa o vice-presidente da CIM, Raul Almeida, presidente da Câmara de Mira, realçando a necessidade de inovar nesta área, desígnio que “foi sempre o ponto central de partida” da candidatura a Região Europeia de Gastronomia, que se sagrou vencedora ao valorizar “aquilo que a diferencia”.

Para o secretário executivo da CIM, Jorge Brito, esse reconhecimento representou “a fixação de uma âncora nacional onde estas temáticas têm de ser defendidas”.

“Pretende-se contribuir para que a montante haja mais atratividade. Temos de criar valor, atraindo gente ao processo”, afirmou, no encontro com os jornalistas, no Condeixa Food Lab, que funciona desde 2021 na antiga Escola Primária Feminina da vila.

Realçou ainda que “o país tem de se saber vender” no setor do turismo e da gastronomia.

A Academia Gastronómica assumirá “uma abordagem aglutinadora em todos os ‘players’, posicionando aquilo que são os ativos da região”, sublinhou.

Por duas vezes, de 16 a 17 e de 23 a 24 de fevereiro, a Academia organiza ações de “formação intensiva e especializada” (‘bootcamps’), em Condeixa-a-Nova, para profissionais, estudantes e empreendedores, abrangendo a gastronomia e os negócios.

“Promover a internacionalização e a aceleração de projetos”, bem como “a interação e a partilha” entre os participantes são alguns dos objetivos.

No dia 09 de março, será realizado o Fórum Coimbra Food Region, destinado a apresentar ideias e conclusões dos trabalhos, para um público especializado que inclui parceiros e empreendedores diversos.

“Grande parte do que de melhor se faz lá fora e no nosso país vai ter lugar nesses meses”, salientou Jorge Brito.

Nesta etapa do trabalho, segundo a CIM, presidida por Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, estão presentes os ideais de “sustentabilidade, circularidade, união de esforços para enfrentar novos desafios, crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, criação de emprego e aumento de produtividade”.

A Região de Coimbra, que agrupa 19 municípios, quer “pensar a gastronomia (…) a curto e médio prazo, no espaço Condeixa Food Lab, que nasceu de uma parceria” entre a Câmara de Condeixa-a-Nova, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC) e a CIM.

“Já em fevereiro, irão realizar-se dois ‘bootcamps’ dedicados ao pensar e empreender a comida do futuro, um direcionado para estudantes universitários e outro para empreendedores”, referiu a CIM numa nota.

Para Carlos Martins, da empresa Opium, que integra o projeto formativo, “o assunto de fundo é económico”, o que exige “os incentivos certos” no futuro, a fim de “reforçar a criação de valor a montante”.

“Isto passa também muito pela comunicação”, preconizou.

Na sessão, intervieram ainda Nuno Moita, presidente da Câmara local, Jorge Brandão, vogal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), e Sandra Simões, em representação do diretor da EHTC, José Luís Marques.

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