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Região de Coimbra: Hotéis e restaurantes “à pinha” para o Réveillon…mas ainda há lugar para si!

Zilda Monteiro | 1 ano atrás em 29-12-2022

Coimbra prepara-se para um “fim de ano memorável”. A duas noites da passagem de ano, o alojamento na cidade conta já com uma taxa de ocupação de cerca de 90%, sendo também muito bons os indicadores a nível da restauração.

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Se é daquelas pessoas que só decide onde vai passar o Réveillon em cima da hora, saiba que ainda encontra respostas na cidade a nível de alojamento. No momento, a taxa de ocupação ronda já os 90% e a perspetiva é para que suba nestes últimos dias, como conta, ao Notícias de Coimbra, José Madeira, presidente da delegação de Coimbra da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

“A situação está variável”, estando os “hotéis com festa lotados”, assim como “algum alojamento local com menor capacidade”, afirma.

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Quanto às restante unidades hoteleiras estão muito perto dos 90% mas “a expectativa é que esse número seja ultrapassado”, já que, como destaca, Coimbra oferece um programa “muito atrativo, com grandes concertos, grandes grupos e um belo espetáculo de fogo de artifício”. Se S. Pedro ajudar, espera que este seja “mais um fim de ano fantástico” no coração da cidade.

A nível da restauração e pastelaria, perspetiva-se também uma grande noite. “Já há vários restaurantes com lotação esgotada para o dia 31, há um com 750 lugares que já há dias não tem nenhuma vagas para esta data e há também outros já lotados”, realça, adiantando contudo que a oferta é muito variada na Baixa e convidando as pessoas a virem jantar e a divertirem-se depois na festa na rua.

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Francisco Veiga, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, também espera “uma noite memorável”. Apesar das condições meteorológicas apontarem para mau tempo neste final de dezembro, deseja que “o dia esteja minimamente aceitável para que as pessoas possam sair à rua e entrar no novo ano sem chuva”, recomendando, no entanto, que se previnam para as possibilidades de chover e estar frio, condições normais da época que vivemos.

“Venham e arrisquem porque vai valer a pena passar o fim de ano em Coimbra”, convida, recordando que a festa se vai espalhar por três palcos distintos – Largo da Portagem, Praça do Comércio e Praça 8 de Maio –, com animação para todos os gostos e idades. Destaca ainda o belo espetáculo de artifício sobre o Mondego.

“A Câmara fez um investimento avultado para que o final de ano seja memorável, para que as pessoas possam vir à rua, participar nesta festa que é completamente gratuita e para que possam, de uma vez por todas, esquecer os dois anos de pandemia, festejar, felicitar-se uns aos outros e entrar em 2023 com uma nova alegria”, sublinha.

Francisco Veiga faz um balanço positivo de 2022 em termos turísticos. “Os operadores dizem-nos que, mesmo apesar da guerra na Ucrânia, os indicadores são muito satisfatórios”, refere, antevendo também um bom ano de 2023. Adianta que vai valer a pena vir a Coimbra no próximo ano, já que a cidade tem planeado um importante conjunto de iniciativas culturais e turísticas que vão animar a cidade.

Coimbra  vai ter oito horas e meia de música consecutiva (das 21h30 até às 6h00), três palcos distribuídos pela Baixa da cidade, oito concertos, inúmeros estilos musicais, um espetáculo piromusical que este ano será apoteótico, já que conta com novos e mais impactantes elementos pirotécnicos – lettering de grande dimensão a desenhar nos céus a frase “Boas Vindas ao Novo Ano”, enchendo de cor e brilho os céus da cidade. Todos os espetáculos são de entrada livre. 

A festa arranca às 21h30 no palco da Portagem, com a atuação dos djs entertainers Kiss Kiss Bang Bang, seguindo-se a mítica banda Per7ume. A entrada em 2023 é assinalada com um grande espetáculo de fogo de artifício e, logo a seguir, a festa fica por conta dos Gipsy Kings. Ao palco regressam os djs Kiss Kiss Bang Bang quando forem 01h45, terminando a atuação às 04h00.

A festa faz-se madrugada adentro também noutros palcos. Em simultâneo, decorrem atuações na Praça do Comércio e na Praça 8 de Maio. O dj conimbricense Code abre o palco da Praça do Comércio às 00h15, sendo que o momento mais esperado neste local é a atuação dos Insert Coin, projeto que agita, na atualidade, os palcos de norte a sul do país e que conta com a atuação do apresentador da SIC, João Paulo Sousa, seguido de KY-MO, que atua durante uma hora e meia. O palco da Praça do Comércio encerra, assim, às 04h30.

O terceiro palco, onde Rui Tomé e Luís Pinheiro – também eles djs de Coimbra – dão vida à Revival Music (música dos anos 80 e 90) abre às 00h15 e encerra às 06h00.

José Madeira também tem boas perspetivas para o próximo ano. Lembra que 2022 foi, no geral, “um bom ano”. “Ainda não teve o movimento de 2019 em termos de hóspedes, não recuperámos na totalidade, mas já foi um 2022 muito bom, comparando com 2020 e 2021 que foram para esquecer”, sublinha.

Quanto a 2023, as perspetivas são boas apesar da incerteza provocada pelo contexto económico e pela inflação. As reservas já efetuadas são, segundo José Madeira, “um bom indicador” mas, tal como aconteceu com a pandemia, não é muito fácil antever o impacto que a crise financeira terá. Compreende que o aumento do custo de vida diminui o poder de compra e teme que isso tenha reflexos não só nos hotéis mas também nos restaurantes e no comércio em geral.

“No ano de 2022 foi uma penitenciária que se abriu. As pessoas estavam cansadas de estar presas, tinham algumas reservas e aproveitaram para passear. Em 2023, com a guerra e a inflação, não sabemos bem como será mas acreditamos que iremos fazer algo parecido com 2022. É esse o desejo de todos e se assim for será ótimo”, refere.

Ter, pelo menos, um 2023 parecido com o 2022 é também o desejo de Pedro Machado. O presidente do Turismo Centro de Portugal (TCP) espera que, “apesar das nuvens cinzentas”, o novo ano “possa estar em linha com o que aconteceu em 2022”. Congratula-se com os números registados este ano, “praticamente em linha de conta com os de 2019”, perspetivando-se que sejam “iguais ou até superiores” em termos de “receitas e proveitos”.

Para Pedro Machado, “2022 foi francamente bom face à expectativa criada no início do ano”. Chegados ao final, os dados confirmam “a tendência de crescimento, recuperação e consolidação da procura do mercado nacional e também de alguns mercados internacionais”, havendo mesmo, como refere, novos mercados, como aconteceu com os Estados Unidos, que se “revelou um mercado francamente importante para a região Centro”.

O Réveillon é o culminar do ano e, com o regresso da festa à rua, espera-se uma grande noite para a região. Pedro Machado destaca, por exemplo, as festas de fim de ano em Coimbra, Figueira da Foz, Mira e Nazaré, onde se esperam “milhares de visitantes e turistas”. Considera que este é “um bom sinal de que estamos a retomar a normalidade”.

Apesar das previsões de mau tempo poderem afastar algumas pessoas dos espetáculos de rua, é certo, como refere o presidente do TCP, que “há uma enorme ansiedade das pessoas para se voltarem a juntar e a comemorar”. Destaca a qualidade dos programas preparados para essa noite, “artisticamente muito fortes” e capazes de “mobilizar multidões”. Apela também a um cuidado redobrado com a segurança nessa noite, sobretudo para quem se deslocar em veículos automóveis ou em motociclos, para que “nada impeça que o fim de ano seja, de facto, um momento de grande comemoração”.

Sobre o ano que está prestes a iniciar-se, congratula-se com “alguns sinais positivos”, apesar do “clima de insegurança trazido pela guerra da Ucrânia e dos custos da inflação”.

“Há até operadores que têm, à data de hoje, maior número de reservas para 2023 do que tinham em período homólogo em 2022. Há aqui alguma incerteza mas, para já, parece-nos que podemos antecipar um 2023 que possa estar em linha com o que aconteceu em 2022”. 

O Hotel D. Inês, em Coimbra, está já lotado para a festa de Réveillon mas tem ainda vagas a nível do alojamento. De acordo com Filipa Pinto, do departamento de eventos desta unidade hoteleira, a nível de alojamento estão com uma “taxa de ocupação de cerca de 70%”, que pode ainda subir nestes últimos dias.

O programa que o hotel preparou para o fim de ano inclui jantar, festa com música ao vivo, dormida e almoço. Nesta caso, os custos são de 460 euros (230 por pessoa) para quarto de casal e de 280 para quarto individual.

Para quem reservar apenas alojamento, o custo é de 120 euros para essa noite em quarto duplo e 110 em quarto individual, valor que inclui dormida, pequeno almoço e garagem.

Filipa Pinto lembra que em 2019, antes da pandemia, esgotaram tanto para a festa como a nível do alojamento mas considera que os números deste ano estão “dentro das expectativas”.

Sobre perspetivas para 2023, adianta que prevê “um ano ao nível de 2019”. “Temos boas expectativas para 2023. Vamos ver como é que a inflação corre mas, para já, prevemos uma boa ocupação, tendo em conta o elevado número de reservas já efetuadas”, frisa.

O Hotel D. Luís, em Coimbra, também tem festa própria e já está lotado. De acordo com Ana Paula Santana, assistente da direção, o hotel oferece duas opções para esta noite – jantar, festa, dormida e pequeno almoço por 212,60 euros por pessoa em quarto duplo e 246,50 em quarto individual; e jantar, festa, dormida e almoço por 268,50 em quarto duplo e 302,10 em quarto individual.

Ana Paula Santana explica que 2022 está a ser “um ano bom” , embora “não tenha conseguido chegar ainda aos valores de 2019”. Ficou, contudo “próximo” e no que toca à passagem de ano o hotel esgotou a sua lotação em ambos os anos.

Com 2023 a bater à porta, as expectativas são boas. Acredita que “se se confirmarem as reservas, juntando as que virão, será um bom ano”, embora haja também algum receio perante o atual contexto económico e com o aumento do custo de vida. “Quero acreditar que seja um bom ano. Se for, pelo menos, igual ao de 2022 é bom mas vamos trabalhar para que seja ainda melhor”, frisa.

O Luna Hotel Serra da Estrela tem também já lotação esgotada para a noite de fim de ano. O programa festivo decorre de sexta a domingo (30 de dezembro a 1 de janeiro) e este pacote de duas noites custa, como explica Marlise Lopes, diretora da unidade, entre 950 a 1100 euros em quarto para duas pessoas e cerca de 850 euros para quarto individual. Inclui jantar de fim de ano, festa e pequeno almoço.

A nível de alojamento ainda há vagas. Para já a ocupação ronda os 85% no hotel e os 65% nos chalés da montanha. Neste caso, para a noite de 31 de dezembro, os preços rondam os 500 euros para quartos duplos e 460 para quarto individual.

O ano está a correr bem para este hotel da Serra da Estrela. De acordo com Marlise Lopes, regista em 2022 a mesma ocupação que em 2019, apesar de ter registado “uma ligeira quebra em agosto, devido aos incêndios” na região.

Para 2023 as previsões são boas, sobretudo para os dois primeiros meses, que já registam reservas significativas. A diretora da unidade assume, contudo, que estão “muito preocupados com a inflação”, uma vez que “a subida dos preços se pode refletir na procura, já que as pessoas vão ter menos poder de compra”.

O Hotel Wellington, na Figueira da Foz, está praticamente lotado. De acordo com a rececionista Andreia Conceição, o preço para essa noite é de 240 euros por quarto de casal e 230 por quarto individual e inclui alojamento e pequeno almoço, não tendo festa própria.

O fim de ano está a correr bem, tal como o ano de 2022 que vai encerrar com números idênticos aos de 2019. “A retoma aconteceu e, no geral, o ano foi positivo”, sublinha.

Quanto a 2023, as expectativas não são tão animadoras. Andreia Conceição assume que “a conjuntura económica que estamos a viver não é muito favorável”. Para já, há “muitos grupos marcados”, o que é “um bom prenúncio”, mas com “os preços de tudo a subir” não esconde que há “algum receio”. Espera, contudo, que seja “pelo menos igual a 2022”.

O Hotel Sweet Atlantic SPA, na Figueira da Foz, também já está lotado, tendo-se verificado uma procura mais cedo do que habitualmente e com mais incidência no pacote de duas noites, como conta o gerente, Sadik Ali, ao Notícias de Coimbra. O pacote para duas noites (sexta e sábado), que inclui dormida em quarto duplo e pequeno almoço, custa 335 euros e o pacote de uma noite (31 de dezembro) 230. O hotel tem lotação esgotada nas duas noites.

O balanço do ano é positivo e as expectativas para 2023 são também boas. “Acho que a Figueira da Foz vai ganhar mais vida, já temos sentido mais vitalidade, sobretudo aos fins de semana e fora da época alta”, realça, assumindo que se os números forem iguais aos deste ano que está a terminar já ficam “muito contentes”.

Os desejos para 2023 parecem ser idênticos nas várias unidades hoteleiras abordadas pelo Notícias de Coimbra – se 2023 for como 2022 será muito bom.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

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