A construção de uma identidade regional sólida e a promoção do multiculturalismo figuram entre os desafios da Região Centro para a próxima década, definidos no Programa Regional de Ordenamento do Território da Região (PROT) Centro.
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“Sem uma identidade regional bem definida, a criação e o amadurecimento de estratégias territoriais tornam-se difíceis e são constantemente contrariadas por localismos e visões paroquiais. Neste contexto, a construção de uma identidade para a região é um processo longo, mas também uma missão estratégica”, destaca-se no programa.
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O PROT Centro, que estabelece o quadro estratégico de referência para o desenvolvimento territorial, económico e social da Região Centro na próxima década, foi publicado na segunda-feira em Diário da República, depois de ter sido aprovado, em Conselho de Ministros, no dia 22 de janeiro
De acordo com o documento, a missão de construção de uma identidade para a região Centro cabe, fundamentalmente, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e ao Conselho Regional do Centro.
“O projeto-piloto proposto para a realização de um Fórum Bienal de Prospetiva da Região Centro poderá dar um contributo significativo para este desígnio”.
O PROT Centro alude à “instabilidade das fronteiras administrativas, a relativa fragilidade de referentes identitários a uma escala que supere o município e a homogeneidade cultural do país”, que vê como obstáculos ao desenvolvimento de uma identidade territorial regional.
A estratégia destaca também a importância da cultura como elemento decisivo para a atratividade e vitalidade dos territórios.
“A cultura, para além da sua importância intrínseca, é um elemento-chave para a atratividade dos territórios, contribuindo tanto para a retenção de jovens e famílias, como para a atração de novos residentes”.
Segundo o documento, a cultura deve ser entendida como tudo o que resulta da fruição do património natural e da ação humana, assim como da oferta de um conjunto diverso de atividades artísticas e artesanais, além dos hábitos e vivências da população.
“Quando há uma forte aposta na atração e fixação de imigrantes, a sua integração na sociedade implica a construção de uma sociedade multicultural, que aceite e aproveite as culturas dos novos habitantes, sem que isso implique a descaracterização ou anulação da identidade regional. Combinar diversidade e autenticidade é uma tarefa delicada que a região tem de aprender a desempenhar”.
O PROT integra, de forma articulada, áreas como a economia, demografia e inovação, educação, habitação, saúde, sustentabilidade ambiental, energia, conectividade e organização do sistema urbano.
A sua elaboração assentou num processo amplamente participado e tecnicamente fundamentado, em que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro contou com o contributo dos principais polos de conhecimento da Região Centro, envolvendo especialistas das suas universidades e institutos politécnicos.
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