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Refugiados “fogem” de Portugal

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Várias famílias de refugiados fazem de Portugal um ponto de passagem para outros países, especialmente da Europa Central, onde têm familiares e amigos, que ajudam a atenuar as barreiras culturais e linguísticas em que vão ‘esbarrando’.

refugiados

O município de Lamego, no norte do distrito de Viseu, preparou um apartamento T4 para acolher, em janeiro desde ano, uma família de sírios constituída por sete pessoas e em que duas crianças tinham graves problemas de saúde, que as obrigava a frequentes transfusões de sangue.

Dois meses depois de terem chegado a Lamego, na madrugada do dia 11 de março, a família partiu sem avisar, “apesar de ter duas crianças com problemas de saúde graves” e de “a mulher estar grávida de sete meses”.

Apesar de esta família ter partido sem aviso, o autarca sublinha que Lamego continua a ser opção para outros refugiados, nem que seja por um período reduzido.

A Penela, chegaram em finais de 2015 mais de 20 elementos de quatro famílias de refugiados, três sírias e uma sudanesa, que se encontram “relativamente bem integrados”.

Uma destas famílias de sírios acabou por deslocar-se para Seia, onde arranjaram emprego e onde tinha um relacionamento com pessoas também elas árabes.

O presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos, revelou que, há cerca de um mês, sete outras famílias, maioritariamente sírias, acabaram por instalar-se em Miranda do Corvo, onde há cerca de meio ano também chegou um casal de curdos com um bebé.

“Estamos numa fase muito inicial, mas a adaptação está a correr relativamente bem. Dentro de dias receberemos mais uma família síria”, acrescentou.

Em declarações à Lusa, Jaime Ramos explicou  que foi ainda acolhido um grupo de 12 homens, dos quais apenas um permanece em Portugal.

“Os outros todos foram para países europeus e um para o Canadá, sem nos terem comunicado nada. Vieram claramente de passagem, pois a intenção deles era ir para junto de familiares e amigos, tendo ficado apenas um com ligação a Lisboa e a uma minoria muçulmana”, esclareceu.

No seu entender, as famílias, apesar das diferenças culturais e religiosas, acabam por mostrar “uma certa vontade de se manterem em Portugal, integrando-se com soluções profissionais”.

“Gostam da segurança que há em Portugal e da maneira como são recebidos. Pelo menos nesta fase inicial, demonstram que pretendem manter-se por cá”, concluiu.

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