Saúde

Refrigerantes podem estar a deixar os adolescentes ansiosos

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 37 minutos atrás em 19-02-2026

Um novo estudo sugere que o consumo elevado de bebidas açucaradas está associado a um aumento dos sintomas de ansiedade em adolescentes, indo além dos efeitos conhecidos na saúde física.

Investigadores da Bournemouth University analisaram vários estudos existentes que exploravam a relação entre a alimentação e a saúde mental em jovens. Através da revisão de dados combinados de diferentes grupos de adolescentes, a equipa encontrou um padrão consistente: aqueles que consumiam grandes quantidades de bebidas com alto teor de açúcar — como refrigerantes, bebidas energéticas, sumos açucarados e leites aromatizados — tendiam a relatar mais sintomas de ansiedade.

Segundo os investigadores, os transtornos de ansiedade estão entre os problemas de saúde mental mais comuns nesta faixa etária. Em 2023, cerca de um em cada cinco crianças e adolescentes já vivia com um transtorno mental, com a ansiedade a figurar entre os mais frequentes.

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Os autores do estudo salientam que esta associação não prova que as bebidas causam diretamente ansiedade. Como se trata de uma revisão de estudos anteriores baseados em questionários, não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito. É também possível que adolescentes com sintomas de ansiedade consumam mais bebidas açucaradas ou que outros fatores comuns — como ambiente familiar ou problemas de sono — influenciem tanto o consumo como a ansiedade.

“Embora ainda não possamos confirmar qual é a causa direta, este estudo identificou uma ligação preocupante entre o consumo de bebidas açucaradas e os transtornos de ansiedade em jovens,” afirmou a co-autora Chloe Casey.

Os investigadores defendem que, com o aumento acentuado dos transtornos de ansiedade na adolescência nos últimos anos, é fundamental identificar hábitos de vida que possam ser alterados para ajudar a reduzir este problema de saúde pública.

O estudo foi publicado na revista Journal of Human Nutrition and Dietetics e liderado pelo antigo doutorando da Bournemouth University, Karim Khaled.