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Coimbra

Rede que furtava veículos pesados conhece sentença na quarta-feira em Coimbra

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O Tribunal de Coimbra determina na quarta-feira a sentença de oito arguidos acusados de participarem numa rede suspeita de 16 furtos de veículos e máquinas pesadas na região Centro, entre 2012 e 2013.

A rede era liderada por um homem de 45 anos, a morar em Monte Redondo, Leiria, que se dedicava à compra e venda de camiões e máquinas industriais, e que terá encontrado na exportação para Marrocos uma “oportunidade para dar destino” a veículos de que se apoderava ilicitamente, refere a acusação do Ministério Público a que a agência Lusa teve acesso.

O empresário é acusado de 16 furtos qualificados, a maioria nos distritos de Coimbra e Leiria, e seis crimes de falsificação de documentos, estando também presentes no processo outros sete arguidos que terão participado em alguns dos roubos.

Segundo a acusação, o principal arguido localizava os veículos com as características pretendidas e os locais onde os ocultava até os vender, recorrendo muitas das vezes a um motorista de pesados de Penacova, também arguido e acusado de 13 dos 16 furtos qualificados, que conhecia os locais onde as máquinas e camiões poderiam ser encontrados.

Para os furtos, contava também com a participação de outras pessoas, do distrito de Leiria e do distrito de Coimbra, que ajudavam no carregamento e transporte das máquinas até aos locais indicados, mediante uma contrapartida financeira, explicou o Ministério Público.

De acordo com a acusação, quando as máquinas eram para exportação, era feita uma alteração aos números de série gravados nas máquinas, de forma a evitar que pudesse ser detetada a sua origem.

Os furtos aconteceram entre 21 de setembro de 2012 e 10 de abril de 2013, dia em que alguns dos arguidos foram intercetados pela GNR, em Penacova, com máquinas furtadas.

Os furtos tanto aconteciam em instalações de empresas, estaleiros de obras ou em parques de estacionamento.

Em algumas das situações descritas pelo Ministério Público, os furtos acabaram por não se concretizar.

Numa das situações, uma das máquinas que transportaram tombou e abandonaram-na no local e noutra retiraram o semirreboque, porque não tinha as características pretendidas.

O Ministério Público pede que seja pago ao Estado um valor superior a 700 mil euros, 316 mil dos quais a serem pagos pelo principal arguido do processo.

A leitura de sentença está marcada para quarta-feira, às 12:15.

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