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Coimbra

Rede de enfermagem de saúde da mulher apresenta projeto para a CPLP em Coimbra

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A Rede de Enfermagem de Saúde da Mulher de Países de Língua Portuguesa (RESM-LP) coordenada pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e que integra organizações de oito países, apresenta amanhã, 5 de maio, um conjunto de propósitos que a motivam e o respetivo website.

A apresentação, pelas 16h45 (hora de Portugal), via webinar, insere-se no programa do 6.º fórum que a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) dedica ao Dia Internacional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, e ao mesmo tempo celebra-se o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra funciona como “coração da rede”, tendo sido eleita para exercer a coordenação transcontinental de um projeto que visa melhorar os níveis de saúde sexual e reprodutiva das mulheres em oito países ligados pela língua de Camões

A RESM-LP, que fica sediada em Portugal, justamente na ESEnfC (eleita para a coordenação transcontinental), conta com a cooperação de enfermeiros e parteiras empenhados na promoção da melhoria da saúde da mulher e da saúde sexual e reprodutiva, nos países que partilham a quarta língua mais falada no mundo, tendo os homens como parceiros estratégicos nesta missão.

A ideia de constituição da RESM-LP remonta a 2014, ano da realização, na ESEnfC, da X Conferência da Rede Global dos Centros Colaboradores da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Enfermagem e Obstetrícia.

Desde então, o projeto tem vindo a crescer, em número de profissionais, de instituições e de países aderentes, contando com participantes de oito países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe – ligados a escolas superiores e universidades, mas também a entidades governamentais, a ordens e associações profissionais e, ainda, organizações prestadoras de cuidados.Subdividida em grupos nacionais, e depois de apresentada, em 2017, em Brasília, aos ministros da Saúde da CPLP, a RESM-LP tem estado, nos últimos anos, a identificar as prioridades de atuação por países.

Em Portugal, por exemplo, as prioridades centram-se na promoção do parto normal e no envolvimento do pai nos cuidados às crianças. Já na Guiné-Bissau será dada preferência à formação e atualização de parteiras, ao passo que em Cabo Verde se vai trabalhar principalmente na saúde sexual e reprodutiva das adolescentes e no empoderamento das meninas.

“As/Os enfermeiras/os, devidamente formadas/os em saúde sexual e reprodutiva e em saúde das mulheres, exercendo a profissão regulada de acordo com as normas internacionais, podem prestar 87% dos cuidados essenciais necessários às mulheres e recém-nascidos e ajudar a garantir que se mantenham saudáveis e produtivas nas suas famílias e comunidades“, lê-se no documento síntese do projeto.

A RESMLP propõese  «otimizar os recursos humanos de enfermagem de saúde materna e obstetrícia e das parteiras, promovendo a sua formação, maximizando as suas competências através de parcerias colaborativas, e potenciando a sua liderança em projetos de saúde a nível local, nacional e internacional».

“Queremos contribuir para que cada mulher e cada menina que vivem em países de língua portuguesa, desenvolvam o seu potencial de saúde, conheçam os seus direitos, sejam capazes de se autodeterminar face ao seu projeto de vida/saúde, tenham oportunidades sociais e económicas, e possam participar plenamente na construção de sociedades sustentáveis e prósperas“, lê-se, ainda, no documento, que termina, em jeito de manifesto, com uma inequívoca declaração de intenções: “Enquanto enfermeiras/os e parteiras e de acordo com o nosso mandato social, não podemos deixar de agir: a promoção (da saúde integral) das mulheres é a nossa causa”.

A apresentação da RESM-LP e do respetivo website (endereço para a reunião Zoom: https://videoconfcolibri.zoom.us/j/86192903196) será feita pela Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, por um membro fundador, Maria da Conceição Bento (ex-Presidente da ESEnfC), e pela coordenadora executiva da Rede, professora Maria Neto da Cruz Leitão.

Com coordenação transcontinental da ESEnfC, a rede inclui Angola,Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor.

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