Uma nova vaga de telefonemas fraudulentos está a preocupar cidadãos em Portugal.
PUBLICIDADE
As vítimas recebem chamadas onde são informadas de que terão aderido a uma suposta plataforma financeira ligada à inteligência artificial — algo que garantem nunca ter feito.
PUBLICIDADE
Durante o contacto, os interlocutores mostram-se insistentes e pressionam a pessoa a “cancelar” rapidamente a alegada adesão. No entanto, recusam identificar a empresa ou dar informações claras sobre o serviço, um sinal típico de tentativa de burla.
Segundo alertas de especialistas em cibersegurança, este tipo de esquema segue um padrão conhecido de engenharia social: criar urgência, provocar medo e levar a vítima a confirmar dados pessoais.
O principal conselho é simples: não continuar a conversa. Qualquer interação pode servir para validar o número de telefone e recolher informações úteis para os burlões. Também não devem ser confirmados dados pessoais, mesmo que pareçam insignificantes, como e-mail, nome completo ou data de nascimento.
Outra medida recomendada é bloquear os números utilizados nas chamadas, embora os burlões recorram frequentemente a sistemas que geram diferentes contactos, indica o site Cidadãos pela Cibersegurança.
Quem recebe este tipo de telefonemas deve ainda verificar se houve possível exposição de dados, rever e-mails recentes e alterar palavras-passe, especialmente do e-mail principal, caso sejam reutilizadas em várias contas.
Especialistas aconselham também a registar datas, números e conteúdo das chamadas. Se os contactos persistirem ou houver ameaças, a situação pode ser denunciada às autoridades por tentativa de burla e comunicada à Comissão Nacional de Proteção de Dados por eventual uso indevido de dados pessoais.
Este tipo de fraude recorre frequentemente ao desgaste psicológico e ao medo para levar as vítimas a agir sem pensar, sendo os idosos um dos alvos preferenciais.
A regra para evitar cair neste esquema é clara: não cancelar nada, não confirmar dados e terminar imediatamente a chamada.
PUBLICIDADE